Diretor admite problemas, mas defende postura conservadora da Williams e celebra pit-stop mais veloz da F1

Pat Symonds, diretor-técnico da Williams, afirmou que a equipe inglesa ainda perde para as rivais no que diz respeito à estratégia. Só que o engenheiro entende que a postura mais conservadora da equipe se deve à falta dos recursos necessários para promover táticas mais ousadas. Ainda assim, o time de Grove conseguiu melhorar em termos de operação de pit-stop e hoje é a esquadra mais rápida da F1

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A Williams reconheceu que perde terreno para as rivais no que diz respeito às estratégias de corrida. A frase é de Pat Symonds, o diretor-técnico da equipe inglesa. 
 
A nova regra de pneu e a escolha adicional de mais um composto por fim de semana colocou as táticas sob os holofotes em 2016. E o engenheiro admitiu que o time de Grove ainda não se adaptou completamente à nova dinâmica e que faltam recursos ao time.
 
"Somos uma equipe que está reconstruindo ainda e não temos todas as ferramentas, ao menos não as que estou acostumado para gerenciar a estratégia e coisas assim. Isso pode soar estranho depois de dois ou três anos, mas é um fato", revelou o dirigente inglês.
Os chefes da Williams: Pat Symonds e Claire Williams (Foto: Getty Images)

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"Demora um tempo para que essas coisas se acertarem, especialmente quando começam do zero. Infelizmente, não tivemos um bom início e ainda estamos correndo atrás com relação a isso. A pré-corrida não é o problema, mas ainda não temos as mesmas ferramentas que outras equipes possuem no que diz respeito às táticas."

 
Symonds acrescentou ainda que a postura conservadora da Williams tem um pouco a ver com o fato de ser uma equipe independente e não possuir todos os recursos disponíveis. "Sim, somos um pouco conservadores", admitiu.
 
"Não tenho certeza se é a palavra certa, mas o nosso trabalho poderia ser diferente para algumas pessoas. Há momentos, quando você realmente pode assumir alguns riscos, quando tem pouco a perder. Algumas das melhores estratégias são empregadas quando você não tem nada a perder, então é uma boa diversão", explicou.
 
"Por isso, acho que podemos ser mal interpretados com relação à nossa postura mais conservadora. Somos uma equipe que quer terminar o campeonato na posição mais alta possível, e isso é uma posição sensata", acrescentou o britânico.
 
Ainda assim, a Williams promoveu avanços quanto à operação, tão criticada na última temporada. E agora conseguiu ser o time mais rápido em termos de pit-stop nas três primeiras corridas do ano. É notável a reviravolta. E Symonds reconheceu que o trabalho ruim nos pits marcou a esquadra.
 
"Era uma verdadeira vergonha no ano passado", reconheceu. "Nós tivemos uma reformulação completa para contornar isso. Nós aproveitamos a oportunidade para realmente analisar cada parte e está realmente funcionado agora. Há muito mais ainda, mas descobrimos os problemas com o carro. E agora estamos fazendo as trocas de pneus com menos de 2s", destacou.
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