Diretor da Manor revela que equipe é “totalmente dependente de apoio financeiro” de empresário britânico

O bilionário norte-irlandês Stephen Fitzpatrick é o mecenas responsável por manter a Manor viva e ativa no grid do Mundial de F1. Dono da empresa de energia e geradora de eletricidade Ovo, o empresário consegue equilibrar as contas do time, combalidas mesmos com os milhões de dólares a mais recebidos em razão da nona colocação do campeonato dos Construtores em 2014

Se a F1 conta com dez equipes no grid, um dos grandes responsáveis por isso é Stephen Fitzpatrick. Segundo reportagem publicada pelo diário britânico ‘Daily Mail’, o empresário norte-irlandês, dono da empresa de energia e eletricidade Ovo, já investiu cerca de US$ 45 milhões (R$ 172,83 milhões) na Manor e, na prática, garante o futuro do time de Will Stevens e Roberto Merhi pelo menos até o fim do ano.

Além do valor aportado por Fitzpatrick, a equipe recebe cifras estimadas em US$ 52 mi (R$ 199 milhões), oriundas do nono lugar na classificação do Mundial de Construtores no ano passado, graças aos pontos somados por Jules Bianchi no GP de Mônaco de 2014.

Stephen Fitzpatrick é dono e fundador da empresa de energia Ovo e grande mecenas da Manor (Foto: Getty Images)

Vincent Casey, diretor da Manor, mostra alívio por contar com Fitzpatrick como mecenas do time. “As últimas previsões de fluxo de caixa, levando em conta os riscos e incertezas relevantes, mostram que a empresa vai precisar de apoio financeiro adicional. A empresa é, portanto, inteiramente dependente do apoio financeiro de Stephen Fitzpatrick para financiar qualquer carência de dinheiro entre receitas e despesas”, explicou.

A reportagem conta que o balanço financeiro da Manor, publicado em 31 de dezembro de 2014, revelou que suas despesas líquidas aumentaram mais de dez vezes em relação ao ano anterior, chegando a um déficit de US$ 82,2 milhões (R$ 315 mi). A falta de patrocínios, bem como a mudança dos motores V8 2,4 L para os caros turbo V6 de 1,6 L foram os responsáveis por esse rombo no caixa da escuderia britânica.

A receita caiu de US$ 53,7 milhões (R$ 206 milhões) para US$ 40,6 mi (R$ 156 milhões), enquanto os custos cresceram em 22,6%, chegando a estratosféricos US$ 130 milhões (quase R$ 500 mi). Assim, a Manor precisou de uma injeção de combustível financeiro para sobreviver. Assim, Fitzpatrick garantiu que se comprometeria a entregar o dinheiro que fosse necessário para manter a equipe por, pelo menos, 12 meses.

Ainda segundo a publicação, a Manor tem recebido propostas de participações minoritárias da empresa, que estão sendo avaliadas pelo banco de investimentos Rothschild, contratado pela equipe justamente para avaliar as propostas dos novos investidores.

Dentre as três equipes que estrearam na F1 em 2010 — Manor, então chamada de Virgin; Lotus, que depois virou Caterham; e HRT —, apenas o time sediado em Sheffield continua de forma ativa na F1 mesmo depois de quase fechar as portas no fim do ano passado. Tudo graças aos milhões de dólares investidos por Fitzpatrick.

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