Diretor-esportivo da McLaren diz que Norris “pilotou como veterano” em corrida de estreia na F1 na Austrália

Gil de Ferran defendeu a corrida de estreia de Lando Norris na Fórmula 1. O diretor-esportivo da McLaren afirmou que o jovem piloto mostrou boa performance no GP da Austrália, inclusive mostrando uma guiada semelhante a de muitos veteranos

Lando Norris chegou com o pé direito na Fórmula 1, e a McLaren tem reconhecido isso. Gil De Ferran, diretor-esportivo da equipe, elogiou a atuação do piloto na Austrália, ressaltando que o prodígio de 19 anos guiou como um veterano.
 
O britânico fez sua estreia na categoria em Melborune. Após conseguir o feito de passar para o Q3 — enquanto seu novo companheiro de equipe, Carlos Sainz, foi eliminado no Q1 —, largou da oitava colocação e chegou a andar em décimo em certa parte da corrida. Mas então, preso atrás da Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi, viu Lance Stroll, Sergio Pérez e Daniil Kvyat o ultrapassarem, cruzando a linha de chegada em 12º, fora da zona de pontos.
 
Entretanto, isso não foi um grande problema para De Ferran, que gostou do que viu na primeira prova de Lando. “Ele fez um bom trabalho no geral. Realmente não cometeu erros no final de semana. Teve muito controle e disciplina, e atingiu o pico na classificação. Na corrida, apenas tivemos falta de sorte atrás de Giovinazzi”, disse o ex-piloto e dirigente brasileiro em entrevista à revista britânica ‘Autosport’.
Lando Norris (Foto: McLaren)

“Apesar disso, acredito que ele se saiu muito bem e, francamente pilotou como um veterano em muitas maneiras. Teve de atacar e defender durante a prova, teve de manter o ritmo e os pneus, e acho que ele se saiu muito bem”, explicou.
 

O dirigente seguiu seu discurso dizendo não ter ficado decepcionado pelo piloto não conseguir ultrapassar Giovinazzi. “Olha, é sua primeira corrida. Tenho certeza que se acontecer de novo, muitos pensariam que ele poderia ultrapassar com mais facilidade”, apontou.
 
“Esse é um dos grandes atributos de Lando, sua habilidade em pensar em sua própria performance e analisar meticulosamente o que está fazendo de dentro do carro, tomando a decisão. Essa habilidade de se autocriticar e ter mente aberta, em minha visão, é algo que serve muito bem para ele”, completou.
 
Por fim, Gil afirmou que “ele definitivamente não se sentiu deslocado [na F1]. Foi um bom desempenho e é uma pena que não conseguiu alguns pontos, o que era completamente possível caso a corrida tivesse sido diferente”, encerrou.

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