Diretor da F1 descarta aposentadoria de Hamilton em 2022: “Quer oitavo título”

Diretor-técnico da Fórmula 1, Ross Brawn disse que não crê em uma possível aposentadoria de Lewis Hamilton em 2022 e opinou sobre vantagem de George Russell neste início de temporada

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Com o início ruim da Mercedes em 2022, longe dos dias de brilho que marcaram oito conquistas seguidas do Mundial de Construtores, os rumores sobre uma possível aposentadoria de Lewis Hamilton naturalmente retornam ao paddock da Fórmula 1. Após um ano em que perdeu o título mundial na última volta em Abu Dhabi e com um conjunto aquém do esperado este ano, o heptacampeão é constantemente relacionado a uma possível saída da F1. Ross Brawn, no entanto, discorda do cenário.

Na opinião do diretor-técnico da Fórmula 1, Hamilton ainda está focado em conseguir bater o recorde de sete títulos mundiais estabelecido por Michael Schumacher e igualado por ele mesmo em 2020. Ainda que não seja esse ano, Brawn enxerga Lewis mais focado em ser campeão novamente do que pensando em uma possível aposentadoria.

“Entre todo o brilho e o glamour, você ainda tem um piloto de corrida muito determinado”, disse Brawn ao jornal britânico Evening Standard. “Ele ainda é extremamente capaz e está em forma. Estou certo de que ele quer vencer aquele oitavo campeonato, e se não esse ano, como parece, então no ano que vem”, salientou.

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Hamilton foi quinto na Espanha, mesmo após cair para último na primeira volta (Foto: LAT Images/Mercedes)

Sobre as dificuldades sentidas pela Mercedes para se aproximar do pelotão de frente — atualmente composto por Red Bull e Ferrari —, Brawn afirmou que não possui informações suficientes para opinar de forma detalhada sobre o que afeta o W13. Após um pacote de atualizações trazido no GP da Espanha, no último final de semana, o nível do carro parece ter melhorado para a sequência da temporada.

“Eu não sei o suficiente sobre os problemas da Mercedes para saber se eles podem ser consertados com o conceito de carro que eles têm ou se precisariam revisar esse conceito”, explicou Brawn. “Eles vão resolver isso, tenho certeza. Mas é obviamente muito frágil o que eles estão lidando”, prosseguiu.

O início forte de George Russell com o macacão da Mercedes também tem chamado atenção e gerado algumas comparações a Hamilton. No momento, o #63 ocupa a quarta posição do campeonato com 74 pontos, duas posições e 28 pontos à frente do heptacampeão.

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Ross Brawn não crê em aposentadoria de Hamilton este ano (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Brawn também explicou a diferença de abordagem dos dois pilotos, que em sua opinião reflete diretamente na classificação do campeonato. De acordo com as informações do diretor da F1, Hamilton tem buscado configurações diferentes para o carro com o objetivo de coletar informações que ajudem a Mercedes a entender — e resolver — os problemas do W13.

“Ele [Hamilton] tem procurado por soluções nessas primeiras corridas, e fazendo isso, tem ido e voltado com diferentes configurações para o carro, tentando encontrar essas soluções”, afirmou ao abordar as estratégias de Hamilton. “Ele está provavelmente sacrificando as corridas de certa forma, para tentar conseguir a informação e os dados que a equipe pode usar para resolver o problema”, opinou.

“Esse é o feedback que eu recebo da equipe, enquanto George [Russell] está seguindo um caminho mais convencional, Lewis [Hamilton] está tentando resolver o problema”, comentou. “É por isso que acho que as pessoas que dizem que George o superou na classificação e nas últimas corridas não conseguem enxergar a situação como um todo”, encerrou.

A Fórmula 1 retorna já neste final de semana para a disputa do tradicional GP de Mônaco, marcado para acontecer entre os dias 27 e 29 de maio.

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