Diretor relativiza problemas de equipes que usam motor Renault: “É para isso que fazemos testes, para encontrar falhas”
Bob Bell, diretor-técnico da Renault, foi obrigado a esclarecer a visão da fábrica francesa sobre alguns problemas que o motor que ela fornece tem sofrido. Mas, para ele, é para isso que servem os testes de pré-temporada
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A McLaren, tão visada em 2018 após a saída da Honda, já sofreu problemas elétricos. A Red Bull, que vê a Toro Rosso andar bem com a Honda, sofreu com a bateria. Assim, não havia como a Renault, fornecedora de motores das duas equipes, fugir de ter que dar explicações.
Bob Bell, diretor-técnico da equipe, então se disponobilizou a tentar explicar o que ocorre. E, para ele, são situações normais – e para isso que servem os testes de pré-temporada da F1.
" É um problema para nós, mas é por isso que fazemos esses testes todos, para encontrar falhas e resolvê-las antes de ir a Melbourne", afirmou Bell.
"Os motores são os mesmos para todos. Mas antes da corrida em Melbourne o que vamos fazer é tentar verificar todos os sistemas da bateria para estarmos seguros de que tudo funciona bem. Não é totalmente incomum achar algumas peças que não queremos levar. Por isso, fazemos todos os testes. Testamos as peças com as clientes e com a gente mesmo para nos assegurar que está tudo bem", completou, relativizando o 'drama' vivido por McLaren e Red Bull na Catalunha.

Sobre a própria equipe, Bell deixou claro o objetivo: bater a Force India e ficar com a quarta colocação no Mundial. "De forma cômoda", aliás.
"Uma equipe como a Force India conseguiu, então temos de fazer. Queremos fazer o mesmo com recursos parecidos. Não vamos começar a passar cheques para contratar mais gente e ter mais recursos. Mas vamos trabalhar. E quando conseguirmos, aí poderemos começar a falar do que vamos necessitar para lutar com as três grandes equipes: Mercedes, Ferrari e Red Bull, especialmente porque estão em uma liga diferente em termos de recursos", afirmou o dirigente, sonhando alto.
"Estamos preparados e vamos ampliar o nosso trabalho até o ponto em que acreditarmos que podemos brigar de forma consistente com o top-3. Então, o passo seguinte será uma história diferente. Uma outra discussão. O bom da F1 é a coisa muda de tempos em tempos. E se um limite de gastos for aprovado, então isso vira a nosso favor", completou Bell.
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