Dirigente de Nürburgring revela negociações e mantém esperança de retorno à F1: “Não está fora de questão”

Nürburgring não conseguiu sediar o GP da Alemanha em 2015, mas dirigentes do autódromo acreditam que a situação em 2017 poderá ser diferente. Carsten Schumacher contou que já está negociando com Bernie Ecclestone, mas avisa: “Não vamos assumir os riscos sozinhos”

O tradicionalíssimo circuito de Nürburgring foi a grande baixa do calendário da F1 em 2015. Com sérios problemas financeiros, o autódromo não pôde sediar o GP da Alemanha, honra dividida com Hockenheim. Mas a chefia da pista garante que já está em negociações para garantir o retorno em 2017.
 
“Estamos nos esforçando para ter uma corrida em 2017 e estamos discutindo isso com Bernie Ecclestone. A F1 não está fora de questão. Lamento pelos fãs, pela região e também por nós que a corrida não tenha acontecido”, contou o dirigente Carsten Schumacher – que nada tem a ver com Michael ou Ralf.
O circuito de Nürburgring não pôde receber a F1 em 2015 (Foto: Getty Images)
Em 2016, a prova deve ser realizada em Hockenheim, cumprindo sua parte no revezamento do GP da Alemanha. A pista tentou sediar a etapa neste ano, substituindo Nürburgring, mas não conseguiu o dinheiro necessário para tal. Agora, Schumacher está disposto a garantir que os entraves de 2015 não se repitam.
 
“Tivemos longas discussões sobre F1 neste ano. Estávamos muito comprometidos em garantir que teríamos uma corrida. Lamento que não tenha acontecido”, recordou.
 
Mas o dirigente não se arrepende dos acontecimentos. Sem condições financeiras, uma etapa da F1 poderia afundar o autódromo em uma crise ainda mais complexa.
 
“Olhando para trás, não encontramos ninguém que nos disse que foi uma decisão errada. Na verdade, é o contrário. Não podíamos e não vamos assumir os riscos sozinhos”, afirmou.
 
“Ao invés da F1, tivemos uma etapa do Mundial de Endurance, que se mostrou um tremendo sucesso”, finalizou, fazendo menção às 6h de Nürburgring.
 
Nürburgring não é a única pista do calendário que passa por dificuldades financeiras. Monza, tradicional palco do GP da Itália, também corre o risco de ficar de fora do calendário da F1 em um futuro próximo.

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