Do vacilo de Bottas à excelência de Hamilton: como foi a monotonia do GP da Espanha

O GP da Espanha foi bastante monótono e serviu como mais uma exibição de toda a dominância da Mercedes na Fórmula 1. Valtteri Bottas decepcionou, enquanto Max Verstappen novamente elevou a Red Bull de patamar

Particularmente, achei o GP da Espanha um tanto quanto monótono. Tivemos ação apenas na largada, com destaque para o vacilo do Bottas de perder tantas posições, e no pelotão intermediário. Tanto que o grid inteiro menos os pilotos que foram ao pódio tomaram uma volta do Hamilton, líder durante a corrida toda e que pelo visto caminha para ser campeão novamente. Dentre os destaques, positivos e negativos, da corrida, na minha opinião eu citaria:

– Bottas novamente deixa a desejar, e dificilmente alcançará Hamilton no campeonato, a menos que Lewis vacile muito ou tenha problemas com sua Mercedes. Não acho Valtteri um piloto ruim, pelo contrário: não é qualquer um que consegue se sair tão bem em ritmo de classificação frente à Hamilton. Também não acho seu ritmo de corrida ruim, porém não está no mesmo patamar que Lewis, e a péssima largada do finlandês prejudicou demais sua corrida.

Valtteri Bottas levou o ponto extra pela volta mais rápida na Espanha (Foto: Mercedes)

– Racing Point mostrando novamente seu grande potencial, com Pérez e Stroll chegando atrás apenas das Mercedes e de Max Verstappen. Sergio é, na minha visão, um piloto excelente e que merecia uma nova oportunidade em uma equipe de ponta. No GP da Espanha soube, como de costume, administrar muito bem seus pneus e só não ficou à frente do companheiro de equipe por conta de uma punição de 5 segundos por ter demorado para permitir que o líder da prova, Hamilton, o ultrapassasse após bandeiras azuis – caso a ser discutido, já que é bem complicado abrir caminho para outros carros no setor final do circuito de Barcelona.

– Max Verstappen mais uma vez demonstrou sua capacidade de ir além do que seu equipamento, em teoria, permite. Conseguiu chegar em segundo numa corrida onde deveria ter sido o terceiro colocado, graças tanto a uma boa largada quanto a boa administração de pneus. Imagino que a Red Bull esteja se perguntando se valeu a pena, no passado, focar tanto em Max em detrimento de Daniel Ricciardo, já que claramente nenhum de seus atuais pilotos consegue chegar sequer perto do rendimento de Verstappen.

Sebastian Vettel, apesar do bom resultado para o fraco equipamento que tem no momento, chegou ao limite de sua paciência com a Ferrari. As comunicações via rádio transparecem que Sebastian já não aguenta mais as confusões e incapacidade de tomada de decisão da Scuderia italiana. Além disso, o carro da Ferrari claramente não tem ritmo, consequência creio que do mal rendimento aerodinâmico e também do motor ajustado para atender o regulamento da categoria, e seu companheiro de equipe, Leclerc, tem sido mais dominante em classificações e corridas. Tudo se encaminha para um triste fim para a passagem de Vettel pela Ferrari.

Sebastian Vettel ficou com a sétima posição em Barcelona (Foto: Ferrari)

– Hamilton mostra novamente que é um dos maiores de todos os tempos. Ele tem em mãos, sim, um dos carros mais dominantes da história da Formula 1. Porém, honra o equipamento ao qual tem acesso ao ter desempenhos impressionantes como o que fez na corrida em Barcelona.

Uma pena que a chuva não apareceu no fim da corrida, talvez tivesse agitado um pouco as voltas finais e tornado a corrida menos monótona. E vocês, o que acharam do GP da Espanha?

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