Ecclestone admite situação difícil com fabricantes, mas ameaça recorrer à justiça para manter Red Bull na F1

Bernie Ecclestone afirmou que pode acionar a justiça para obrigar a Red Bull a cumprir o contrato que a mantém na F1 até 2020. Dirigente reconheceu, entretanto, que a situação dos fornecedores de motor no Mundial está longe do ideal

Bernie Ecclestone não vai aceitar calado uma eventual saída da Red Bull da F1. O dirigente máximo do Mundial já avisou a escuderia dos energéticos que um desligamento do campeonato antes de 2020 vai resultar em um processo judicial.
 
Insatisfeita com o desempenho dos motores Renault, a Red Bull decidiu procurar outro fornecedor para 2016, mas não conseguiu um acordo nem com Mercedes e nem com Ferrari. Assim, a equipe dos energéticos ameaça deixar a F1.
Bernie Ecclestone ameaçou recorrer à justiça para manter Red Bull na F1 (Foto: AP)
Entretanto, todos os times assinaram contratos para seguirem no Mundial por mais cinco temporadas, e Ecclestone avisou que, se preciso for, acionará a justiça para fazer valer o acordo.
 
 Na visão de Ecclestone, o fato de a Red Bull não conseguir encontrar um fornecedor de motores que lhe ofereça um acordo satisfatório não é motivo para quebrar o contrato vigente.
 
“A Red Bull se levantaria no tribunal e diria: ‘Sim, nós temos um contrato, temos, mas não temos um motor’”, disse Ecclestone ao jornal britânico ‘The Independent’. “Meu argumento seria: ‘Vocês assinaram o contrato para competir. Deveriam ter garantido que tinham um motor quando assinaram o contrato. Seu time deveria ter feito isso’”, apontou.
 
Ecclestone, entretanto, reconhece que a situação de fornecimento de motores no Mundial não é das melhores atualmente.
 
“Se a Ferrari só tivesse concordado em fornecer um motor cliente e a Mercedes só tivesse concordado em fornecer um motor, ninguém teria motores”, reconheceu. “É exatamente assim que é a situação. Nós precisamos de um fornecedor de motor independente. Tenho falado disso há um ano e meio”, insistiu Ecclestone, que também manifestou o desejo de ver a volta dos V8 à F1.

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