Ecclestone alega que V6 “não é feito para F1” e vai discutir mudança de motores em reunião do Grupo de Estratégia

O diretor-geral da F1, Bernie Ecclestone, não está a fim de aceitar que os motores V6 turbo continuem sendo usados pelos times da F1. Segundo Ecclestone, embora seja bem desenvolvido, não é feito para a categoria. Por isso, Ecclestone tem um projeto de mudança de motores para a temporada de 2017 e irá apresentá-lo na reunião do Grupo de Estratégia da F1 nesta quinta-feira (5)

O Grupo de Estratégia da F1 vai se encontrar numa reunião em Paris na próxima quinta-feira (5) onde o assunto principal será uma proposta de Bernie Ecclestone: a de mudar novamente o motor, saindo do V6 turbo, para a temporada 2017.
 
Foi o próprio Ecclestone quem disse à revista 'Forbes' que o descongelamento das regras, permitindo às fornecedoras de motor a desenvolver mais seu projeto durante o ano, não será suficiente.
 
"É uma boa unidade de força e uma ótima demonstração de engenharia, mas não é feito para a F1", disse.
 
Segundo o jornal italiano 'La Gazzetta dello Sport', a ideia do chefão é mudar o motor da F1 para um V8 biturbo de 2.2 litros.
 
No entanto, Bernie não tem o apoio de todos no projeto de mudança de tecnologia. O homem forte dos motores Mercedes, Andy Cowell, por exemplo, defendeu que os 1000 cv atingidos imediatamente com a mudança pretendida por Ecclestone, ficam aquém do poderio que o V6 pode atingir. 
Bernie Ecclestone (Foto: Getty Images)
Segundo Cowell, em situação de acerto total, os motores atuais podem atingir potência maior que os V8.
 
"A potência máxima dos V6 turbo, se atingirmos 100% de eficiência, é de 1630 cv. Seria perfeição, e perfeição é para que trabalhamos", falou.
 
O presidente da FIA, Jean Todt, também se mostrou reticente. Falou estar aberto a propostas, mas deixou claro que a preferência é não impor grandes mudanças técnicas às escuderias.
 
"Pessoalmente, estou aberto a qualquer sugestão construtiva, mas nas condições de que garantimos estabilidade das regulamentações técnicas. Se for possível aumentar a potência do motor sob as regras atuais, isso pode ser considerado uma evolução normal", analisou. 
 
Com várias equipes discutindo crise, dívidas e altos gastos, a ideia de Ecclestone vai de encontro ao que parece realidade atual na categoria no momento, já que forçaria a equipe a desenvolver todo um novo projeto do zero.
 
NOVATO NA FRENTE
Felipe Nasr marcou o melhor tempo do terceiro e penúltimo dia de treinos coletivos da F1 em Jerez de la Frontera, nesta terça-feira (3), para encerrar sua participação na primeira bateria de testes da pré-temporada.
 
Fazendo uso de pneus macios, Nasr cravou 1min21s545 no período da tarde para desbancar o até então Kimi Räikkönen. Mas, com o finlandês em segundo, a F1 viu pelo terceiro dia consecutivo as duas equipes que usam motores Ferrari no topo da folha de tempos — Sebastian Vettel comandara as atividades de domingo e segunda.

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PARA VOLTAR A VENCER
Vencedor. É o que Felipe Massa espera que o carro que está conhecendo nesta terça-feira (3) se torne na temporada 2015 da F1.
 
“Passo à frente” é o que mais se ouve na Williams — grande outra vez. A sensação de otimismo que há no time mostra existir a certeza de que o terceiro lugar no Mundial de Construtores não foi uma exceção, a crença de que a reestruturação feita nos últimos 18 meses permite ao time sonhar sem medo em voltar ao degrau mais alto do pódio.

Leia a entrevista exclusiva de Felipe Massa ao Grande Prêmio.

SEM ACERTO 
Os carros da IndyCar Series não vão vir novamente ao Brasil em 2015. A categoria anunciou no fim da noite desta segunda-feira (2) que desistiu de realizar a prova depois do cancelamento da corrida marcada para Brasília e da tentativa de transferi-la para Goiânia.
 
"A Indy explorou várias possibilidades para tentar achar uma etapa de substituição em virtude do cancelamento da prova de 8 de março em Brasília. Devido ao pouco tempo de planejamento e o limitado númeo de opções, a categoria concluiu que não era possível organizar uma troca naquele fim de semana", explicou o comunicado da categoria. "A Indy vai determinar outras oportunidades para suas equipes e pilotos em breve, depois de uma revisão do atual calendário de testes", completou a nota.

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