Ecclestone defende permanência e diz que gostaria de ver Renault voltar a ter equipe própria na F1

Bernie Ecclestone avaliou o momento da Renault na F1 e disse que gostaria que a montadora voltasse a ter equipe própria no Mundial, sendo por meio da compra da Lotus ou não. O dirigente só não quer perder a fabricante, que tem contrato com a Red Bull e a Toro Rosso até 2016

Chefão da F1, Bernie Ecclestone insistiu em dizer que a Renault não pode deixar o Mundial e que deve, sim, voltar a ter equipe própria. A opinião do inglês surge em um momento em que a montadora francesa avalia seu futuro na maior das categorias de monopostos do mundo. Entende-se que o diretor-executivo da marca do losango, Carlos Ghosn, já esteve reunido com Ecclestone para discutir o assunto.

O contrato para a entrega de motor da fabricante gaulesa com a Red Bull e com a Toro Rosso vai chegar ao fim após a temporada 2016, sendo que a Renault terá então três escolhas para o próximos anos: a de se manter no campeonato como fornecedora, a de deixar o Mundial ou ainda adquirir a Lotus. A última opção já está em estágio bastante avançado de negociações, conforme a imprensa europeia.

Bernie Ecclestone certamente está confabulando alguma coisa (Foto: AP)

"Eles disseram que vão avaliar todas as possibilidades e que uma decisão deve ser tomada até setembro", disse Ecclestone em entrevista ao site da revista inglesa 'Autosport'. "Nós vamos ter de esperar e ver o que acontece, porque, no momento, a decisão só cabe a eles", completou.

Questionado sobre o que gostaria que acontecesse, o dirigente de 84 anos afirmou: "Gostaria que eles comprassem a Lotus ou que montassem uma nova equipe". "Eu prefiro não perdê-los, porque eles já estão conosco há um bom tempo e são pessoas fáceis de se lidar, pessoas agradáveis, não há dramas", emendou o britânico. 

"Mas eles não querem também ficar com as dívidas da Lotus. Eles esperam que a equipe resolva isso antes. Mas vamos ver o que acontece. Seria bom pensar que eles não vão desistir", acrescentou.

Desde a introdução dos motores V6 híbridos, a Renault vem enfrentando grandes dificuldades. E a preocupação da fabricante, no caso de ter equipe própria, é se vai conseguir desenvolver e tornar suas unidades de energia competitivas. "Eu gostaria de vê-los novamente competitivos. Agora, para voltar a ter um time sem um bom motor, não funciona", encerrou Ecclestone.

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