Ecclestone descarta calendário mais apertado em 2016 e diz que Mercedes poderia ter salvado GP da Alemanha

Ao GRANDE PRÊMIO, Bernie Ecclestone respondeu que mesmo que o GP da Austrália do ano que vem seja realizado no início de abril, não enxerga que o calendário de 2016 será mais curto que o dos últimos anos. E voltou a falar que corridas em praças tradicionais que já não recebem mais a F1 são improváveis de ocorrer num futuro breve: “Não têm dinheiro”

VIU ESSA? ÚLTIMO DUELO SENNA × PROST NÃO FOI NA F1

determinarTipoPlayer(“15459044”, “2”, “0”);

Um dos pontos abordados por Bernie Ecclestone durante a peculiar entrevista coletiva concedida na última quinta-feira (30) na cidade de Amparo, interior de São Paulo, foi a respeito das mudanças no calendário para a próxima temporada e a possibilidade de centros outrora tradicionais à F1 voltarem a receber corridas da categoria. Também na última semana, Melbourne anunciou que o GP da Austrália vai abrir o calendário de 2016 em 3 de abril, cerca de duas semanas mais tarde em relação ao que foi usualmente empregado nos últimos anos. Dirigente máximo da F1, Ecclestone foi questionado sobre o tema pelo GRANDE PRÊMIO, mas entende que não haverá, na prática, um calendário mais apertado para pilotos e equipes.

Relacionadas

“Não acho que o calendário vai ser encurtado. O que vai acontecer é que vamos juntar algumas provas. As equipes viajam e têm muita coisa para transportar, então esta foi a saída que achamos melhor para as equipes e pessoas envolvidas com a F1. De resto, vai permanecer a mesma coisa, o campeonato segue tendo mais ou menos 20 etapas”, declarou o britânico.

Em Amparo, Bernie Ecclestone falou também sobre o GP da Alemanha e o novo calendário da F1 (Foto: Rodrigo Berton/GrandePrêmio)

Para a próxima temporada, a F1 vai contar com a inclusão do GP da Europa, que a partir de 2016 será disputado em Baku, capital do Azerbaijão. Em contrapartida, o tradicionalíssimo GP da Alemanha, que foi retirado do calendário deste ano por falta de acordo entre a FOM (Formula One Management), cujo principal dirigente é Ecclestone, e o circuito de Hockenheim, que teria de organizar a prova na ausência de Nürburgring.

Sem tradicionalismos, Bernie falou sobre a corrida na Alemanha quando foi perguntado pelo GRANDE PRÊMIO se considerava prejudicial à categoria ter uma equipe alemã como campeã mundial sem correr no seu próprio país-sede. “A F1 não é feita particularmente para uma montadora”, salientou, minimizando a ausência do GP da Alemanha ao cutucar a Mercedes. “E, se eles realmente quisessem, poderiam até ter salvado a etapa. Nós somos um campeonato mundial, não europeu. Por isso precisamos viajar pelo mundo”.

Por fim, Ecclestone também foi indagado pelo GP sobre a falta de praças tradicionais para a F1, que não corre mais em circuitos como Ímola, Magny-Cours e Estoril, por exemplo. O próprio GP da Itália, cujo contrato com Monza vai até o fim do ano que vem, está em xeque e pode não ser mais realizado no ano seguinte. Para Bernie, a razão para todas essas ausências e o risco iminente do fim do GP no mítico circuito italiano é uma só. “Tem um pequeno problema aí: eles não têm dinheiro”, concluiu o chefão da F1.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!