Em meio à crise com Renault, consultor confirma oferta da Ferrari para fornecer motores para Red Bull

Consultor da Red Bull, Helmut Marko confirmou que a Ferrari se ofereceu para fornecer motores para a escuderia dos energéticos. Performance ruim dos motores Renault iniciou uma crise entre a fábrica francesa e o time de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat

Helmut Marko, consultor da Red Bull, confirmou que recebeu uma oferta da Ferrari para contar com os motores italianos a partir de 2016. Na última quarta-feira (17), a revista alemã ‘Sport Bild’ tinha noticiado uma negociação entre os times.
 
Depois de anos de domínio, a Red Bull ficou para trás no ano passado, quando os motores Renault não conseguiram fazer frente ao impecável propulsor produzido pela Mercedes no início da era dos V6 turbo. Mas o que já era ruim ficou ainda pior em 2015, uma vez que o time também errou a mão no carro.
 
Passadas as primeiras sete provas da temporada, a Red Bull tem a quarta colocação no Mundial de Construtores, com 54 pontos, 231 atrás da Mercedes, a líder da disputa.
Helmut Marko confirmou oferta da Ferrari para fornecer motores (Foto: Getty Images)
“É verdade que nós recebemos uma oferta de Sergio Marchionne no Canadá”, confirmou Marko em entrevista ao jornal austríaco ‘Kleine Zeitung’.
 
Apesar da proposta, ao menos publicamente, a Red Bull segue com o discurso de que está trabalhando com a Renault na solução dos problemas.
 
“No fim das contas, eles estão tão frustrados quanto nós”, comentou Christian Horner, chefe do time, em entrevista ao canal austríaco Loala 1.
 
Questionado sobre a possibilidade de contar com os motores Ferrari, Horner avaliou que a Red Bull “sempre terá opções”, mas que, “no momento”, ser cliente de uma rival não é uma opção.
 
 “Nós estamos completamente comprometidos em resolver os problemas com a Renault”, assegurou. “Este é o nosso foco”, completou.
 
Dono da equipe, Dietrich Mateschitz já havia declarado que a Renault é a única opção da Red Bull. O contrato atual é válido até o fim de 2016.
 
“Não há outra alternativa que não seja a Renault”, avaliou. “Não posso prever o que vai acontecer em dois ou três anos na F1, ou, inclusive, o que vai acontecer agora. É melhor não fazer previsões na F1”, defendeu.
 
Além disso, o empresário ressaltou que, em uma parceria como esta, o time de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat teria um motor menos potente do que é usado nos carros de Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen.
 
“Você pode ter um motor bom o suficiente para tirar pontos de seu rival direto, mas nunca será suficientemente bom para bater a equipe que te oferece esse motor”, avaliou. “Como cliente, você nunca voltará a ser campeão do mundo. E se vemos que existem mais opções, porque também estamos restringidos na parte da aerodinâmica, simplesmente perdemos o interesse”, seguiu.
 
Ainda assim, Mateschitz também posicionou sua artilharia contra a Renault e afirmou que a fornecedora de motores destruiu a “diversão e a motivação” da equipe.
 
“Além de terem tirado nosso tempo e dinheiro, destruíram nossa diversão e motivação, porque nenhum piloto ou chassi nesse mundo pode compensar esse déficit de potência. Além disso, nossas chances foram diminuídas pelas regras de aerodinâmica, o que significou que nem nosso projetista-chefe, Adrian Newey, conseguiria fazer a mágica dele", concluiu.

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