Em nova carta, equipes cobram respostas da FIA por acordo secreto com Ferrari

A emissora britânica BBC teve acesso a uma carta assinada pelas sete equipes que já contestaram, em abaixo-assinado, o acordo confidencial entre FIA e Ferrari. Mercedes, Racing Point, Williams, Renault, McLaren, Red Bull e AlphaTauri listaram quatro perguntas e definiram uma data-limite, não revelada pela publicação, antes de dar o próximo passo contra a decisão

A grande polêmica desta semana na F1 ganhou mais um capítulo na manhã desta sexta-feira (6). Mercedes, Racing Point, Williams, Renault, McLaren, Red Bull e AlphaTauri assinaram uma nova carta, na esteira do abaixo-assinado que fora publicado na última quarta-feira, questionando a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pelo acordo secreto celebrado em conjunto com a Ferrari, no qual não especifica os termos e quais as supostas irregularidades do motor que empurrou a SF90 no segundo semestre da temporada passada.

 
As sete equipes do grid sem ligação com a escuderia de Maranello (somente a Ferrari e as clientes Alfa Romeo e Haas não assinaram os comunicados) endereçaram uma carta à FIA e também à própria F1 depois que a entidade que regula o esporte vir a público listar os motivos pelos quais tornou o acordo com a Ferrari confidencial. Os termos da nova carta, embora também de caráter confidencial, foram divulgados pela emissora britânica BBC. 
 
O relatório lista quatro questões à FIA e inclui uma data-limite, não divulgada pelo site da emissora, sobre o retorno com as respostas. As perguntas são, pela ordem:
As equipes da F1 se uniram para questionar o tal acordo FIA-Ferrari (Foto: Divulgação/Twitter)
– Por que a FIA sentiu que era incapaz de provar suas dúvidas sobre a legalidade do motor da Ferrari?
 
– Por que o acordo alcançado foi confidencial e não comunicado de maneira mais ampla?
 
– A integridade da classificação do campeonato do ano passado deve ser questionada?
 
– O que a falha da FIA em chegar aos fatos sobre a legalidade do motor diz sobre a capacidade do órgão de fiscalizar os regulamentos técnicos do esporte?
 
A carta é uma resposta ao comunicado emitido pela FIA na quinta-feira. A entidade presidida por Jean Todt escreveu que “não ficou totalmente satisfeita” com a insistência da Ferrari de que o carro era legal. 
 
Contudo, o órgão decidiu não prosseguir com o caso. “Para evitar as consequências negativas que uma longa disputa causaria, especialmente à luz da incerteza do resultado de tais disputas e pensando nos melhores interesses do campeonato e seus acionistas, a FIA […] decidiu entrar em um acordo efetivo com a Ferrari para encerrar os procedimentos”, explicou o comunicado da entidade.

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