Em pista onde volta nunca é fácil, Hamilton diz que “ter confiança para atacar 1ª curva sem saber se vai conseguir é incrível”
Vencedor do GP de Mônaco de 2008, Lewis Hamilton falou das dificuldades de se encaixar uma boa volta no circuito do Principado, em especial a freada para a primeira curva, a famosa Saint Dévote
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A receita para conseguir uma volta realmente boa no complicado circuito de Monte Carlo passa por estar completamente focado, de acordo com o líder do Mundial de F1 de 2014, o inglês Lewis Hamilton.
Embora tenha vencido a edição de 2008 do GP de Mônaco e feito bons treinos classificatórios em outros anos, o piloto da Mercedes jamais foi capaz de anotar uma pole-position no Principado. Nesta quarta-feira (21), dias antes de disputar a prova pela oitava vez na carreira, o britânico destacou as dificuldades e os desafios que envolvem os 3340 metros da pista mais famosa do calendário.
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“Uma volta aqui nunca é fácil”, disse Hamilton em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no sul da França.
“Há tipos diferentes de volta que você pode fazer. Quando eu estava na McLaren e tinha um carro que não era o mais rápido, forçava além do limite, e o risco de bater era mais alto. É o oposto de ter um carro em que você não precisa forçar para ser um dos mais rápidos. Você pode ser mais suave e preciso e, no final, mais rápido”, comparou.

Na sequência, Hamilton passou a receita do que é necessário nesta pista. “É preciso estar realmente focado, acertar as zonas de frenagens, uma combinação de fazer os pneus chegarem à temperatura ideal e estar neste ponto no primeiro momento em que freia para a curva 1”, falou, referindo-se à temida Saint Dévote.
“É assustador, no seu primeiro ano: você começa aquela volta e não sabe se poderia ter freado cinco metros mais tarde. Se você consegui frear meio metro mais tarde, vai ficar feliz. Ter a confiança para atacar a primeira curva sem saber se você vai conseguir é incrível”, comentou.
Nesta quinta-feira, os pilotos terão seus primeiros contatos com o circuito de Monte Carlo nas duas sessões de treinos livres que estão programadas. Será uma oportunidade para ter a primeira impressão do quão diferente será contorná-lo agora que a F1 conta com motores V6 turbo e muito mais torque nas curvas de baixa velocidade. “Será mais desafiador”, afirmou Hamilton.
E como a classificação é essencial para a conquista de um bom resultado, Hamilton citou que não é possível esperar para fazer uma volta voadora no final. Sempre há o risco, como aconteceu com ele mesmo há dois anos, de um acidente ou um carro mais lento tirá-lo do jogo. Logo, a primeira volta cronometrada precisa ser competitiva. "Cada volta conta, e essa primeira volta tem que ser muito boa", reconheceu.
O GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o GP de Mônaco, sexta etapa do Mundial de F1, com o repórter Renan do Couto. Para acompanhar todo o noticiário, clique aqui.
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