F1
26/02/2018 04:17

Em primeiro ano de nova era com Honda, Toro Rosso apresenta STR13 com poucas mudanças na pintura

Minutos antes do início da pré-temporada, a Toro Rosso apresentou oficialmente para o mundo o seu STR13. Para o primeiro ano de Honda, a equipe italiana resolveu manter a belíssima pintura de 2017
Warm Up / GABRIEL CURTY, de São Paulo
 Toro Rosso STR13 (Foto: Evelyn Guimarães/Grande Prêmio)

O STR13 está longe de ter sido uma das maiores surpresas da F1 para 2018. Apesar da apresentação oficial ter acontecido apenas nesta segunda-feira (26), minutos antes do início da pré-temporada em Barcelona, o carro da Toro Rosso já havia sido fotografado na semana passada durante o shakedown em Misano. E a própria equipe tinha entrado na onda, divulgando foto do novo bólido. Sobre ele, aliás, bom dizer que pouco mudou em relação ao de 2017, ou seja, a pintura bonitona em azul e vermelho continua estampada, embora com mais detalhes em vermelho em relação à nova parceira.
 
A equipe, que agora oficialmente se chama Red Bull Toro Rosso Honda, vai ter um grande desafio em 2018 ao lado dos japoneses. Até por isso, o time não esconde que a meta em Barcelona é ter quilometragem, nada mais. Se a temporada que está prestes a se iniciar é importante para o time de Faenza, é fundamental para a Honda, que busca recuperar a autoestima depois de três anos bem difíceis, para dizer o mínimo, com a McLaren, que se divorciou da marca de Sakura para unir forças com a Renault, a antiga parceira de motores da Toro Rosso.
 
Assim, é fundamental garantir desde já um bom trabalho na pista para começar bem a temporada. “Isso [confiabilidade] faz muita diferença na pré-temporada. É algo que seria bom para nós e a Honda, é importante estar nessa situação”, disse James Key, diretor-técnico da Toro Rosso, entrevistado pela revista americana ‘Racer'.
O novo Toro Rosso STR13, equipado com motor Honda, foi apresentado nesta manhã de segunda-feira (Foto: Evelyn Guimarães/Grande Prêmio)
“Ano passado acho que conseguimos só metade da quilometragem que esperávamos e em 2014 não conseguimos quase nada, tudo por causa da unidade de potência”, completou.
 
Segunda equipe a anunciar a aprovação nos testes de impacto da FIA e primeira a ligar os motores, a Toro Rosso não passou apertos em 2018 para aprontar o carro a tempo dos testes, algo que já aconteceu em anos recentes. Agora como equipe oficial da Honda, o time chefiado por Franz Tost tem muitos olhares sobre si.

Também chama a atenção o noviciado dos seus dois titulares. Ao longo de 2017, a equipe baseada em Faenza promoveu uma renovação da sua dupla de pilotos. Carlos Sainz, envolvido no mega acordo com a Renault e também a McLaren, foi emprestado pela Red Bull à escuderia francesa, enquanto Daniil Kvyat, hoje piloto de desenvolvimento da Ferrari, foi dispensado.

Vieram Pierre Gasly, que há tempos buscava por uma oportunidade na F1, e Brendon Hartley, chancelado como vencedor das 24h de Le Mans e campeão do Mundial de Endurance. Os dois, porém, têm experiência curta — quatro GPS para Hartley e cinco para Gasly —, algo que a Toro Rosso vai ter de lidar para voltar a viver bons tempos, como há dez anos, quando Sebastian Vettel deu à equipe sua única vitória, no GP da Itália de 2008.
Brendon Hartley já acelerou o novo STR13 empurrado pelo motor Honda em Barcelona (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Tost se mostrou empolgado com a nova era da Toro Rosso, que pela primeira vez vai ser a equipe oficial de uma fornecedora de motor. “Estou muito ansioso para o começo desta nova temporada e entrar em uma nova era para nossa equipe, trabalhando juntos com a Honda. É um momento empolgante para a Toro Rosso porque nós nunca tivemos nosso próprio fornecedor de motor antes, então ter a parceria com uma montadora, com a história que a Honda tem, vai ser ótimo. Nós também temos dois novatos para a temporada 2018. Eles não são completamente novos porque tanto Pierre como Brendon fizeram corridas úteis para nós no ano passado, mas eles vão ter uma primeira temporada completa na F1”, afirmou o dirigente austríaco.
 
“Os dois chegam até nós como campeões: o Pierre foi campeão da GP2 em 2016 e o Brendon é bicampeão do Mundial de Endurance e vencedor das 24h de Le Mans. Estou convencido de que, se nós entregarmos a eles um carro competitivo, eles vão conseguir andar no mais alto nível. Estamos trabalhando duro no STR13, e estou feliz que nós não tivemos de esperar muito tempo para acelerar. A temporada começou”, acrescentou.