Embaixador da Mongólia pede ação da FIA contra Verstappen após ofensas em Portugal

Max Verstappen chamou Lance Stroll de ‘mongol’, termo usado em diversos países como sinônimo de burro ou idiota. O embaixador da Mongólia na ONU é mais um a repudiar

Max Verstappen segue enfrentando consequências de ações no GP de Portugal. Uma semana após usar o termo ‘mongol’ como ofensa contra Lance Stroll por acidente, chegou a ver do governo da Mongólia se posicionar e cobrar alguma forma de punição da FIA.

A manifestação veio através de Lundeg Purevsuren, embaixador da Mongólia na ONU. Purevsuren enviou cartas à Red Bull e à Aston Martin, patrocinador-máster da escuderia, relatando incômodo com o palavreado de Verstappen.

“Eu lamento o uso público de linguajar racista e antiético da parte de Max Verstappen, piloto da Red Bull, no GP de Portugal de Fórmula 1, em 23 de outubro de 2020”, descreveu a carta. “O esporte é considerado um símbolo de união ao redor do mundo e acredito que não há espaço para qualquer forma de discriminação racial”, seguiu.

Stroll e Verstappen se tocaram. Pelo rádio, o holandês falou o que não devia (Foto: Beto Issa)

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“Eu apoio a iniciativa ‘We Race as One’ na Fórmula 1, em luta contra o racismo. Só que, dado o incidente citado, eu duvido que essa iniciativa tenha efeitos reais. Estou confiante de que a Federação Internacional de Automobilismo, visando evitar a repetição desse comportamento antiético, vai tomar as medidas necessárias contra Max Verstappen”, apontou.

A organização Mongol Identity já havia se manifestado contra Verstappen. O holandês reagiu se desculpando, mas reclamando que vive em um mundo “sensível”.

O uso do termo ‘mongol’ como ofensa é recorrente na Holanda e em outros países – incluindo o Brasil. É uma outra forma de chamar alguém de burro ou idiota. O uso do gentílico como ofensa tem origem no Século 19: antes da denominação Síndrome de Down se popularizar, era recorrente o uso de ‘mongolismo’ como termo científico. Em 1965, entretanto, a Organização Mundial da Saúde vetou o termo, que passou a ser visto como ofensivo.

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