Empolgado com impacto da F1 na América Latina, Ecclestone diz que Argentina pode voltar a receber Mundial

Bastante satisfeito com a repercussão da F1 ao longo da semana que marca o retorno do GP do México ao calendário do Mundial, o chefe supremo do esporte, Bernie Ecclestone, disse que a Argentina também pode voltar a receber a categoria. A última prova da F1 em Buenos Aires aconteceu em 1998

A Argentina, país que vem sendo há tempos o principal polo de grandes eventos do esporte a motor na América do Sul, pode voltar a receber a F1. Quem diz é Bernie Ecclestone, o chefe supremo do esporte. Na última quinta-feira (29), na Cidade do México, o dirigente máximo da categoria se mostrou muito empolgado com a maneira como vem se desenrolando a semana que marca o regresso da F1 ao México e não escondeu o quão satisfeito com o impacto que o esporte gera em sua passagem pela América Latina.
 
Duas semanas depois do GP do México, a F1 realiza sua segunda prova em solo latino-americano: o GP do Brasil, em Interlagos. Mas se depender de Bernie, a Argentina também poderá fazer parte deste rol, o que não acontece desde 1998, quando a categoria correu pela última vez no circuito Oscar y Juan Galvez, em Buenos Aires.
Bernie Ecclestone elogiou o empenho dos países latino-americanos para receber a F1 e disse que a Argentina pode voltar a sediar uma etapa do Mundial (Foto: AP)
“Pode acontecer. Não vai, pode”, disse o dirigente máximo da F1, que sempre condiciona a ida da F1 a cada país a acordos financeiros bastante vanjatosos
 
Atualmente, a principal praça do automobilismo na Argentina é o autódromo em Termas de Río Hondo. O circuito recebe categorias importantes, como o Mundial de Motovelocidade e também o WTCC, o Mundial de Carros de Turismo. Além disso, o país vizinho também recebe uma etapa do Mundial de Rali e, desde que o Dakar passou a ser disputado na América do Sul, também sedia boa parte das especiais.
 
Para o domingo no México, a expectativa da organização é de reunir um público estimado em 100 mil pessoas. O que, para Ecclestone, é uma prova do sucesso da F1 na América Latina e do esforço dos organizadores em realizar os eventos. O dirigente aproveitou para alfinetar os promotores da F1 na Europa.
 
“Isso é incrível! Todos esses países em dificuldades financeiras estão fazendo o trabalho. E isso é para que, quando algumas das nossas pessoas na Europa se queixam das coisas, percebam o que o pessoal faz para promover a corrida e faz acontecer, e comparem com o que estão fazendo”, bradou o britânico de 85 anos.
 
Sobre o México, o contrato estabelecido com a F1 vai até, primeiramente, a temporada de 2019. Para que a corrida fosse em frente, Carlos Slim, um dos homens mais ricos do mundo e responsável direto por patrocinar Sergio Pérez — e também Esteban Gutiérrez —, foi o grande responsável pelo retorno do GP do México ao calendário do Mundial após 23 anos de ausência.

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