Empolgado com novo desafio, Button fala em desvendar segredos dos novos carros pouco a pouco

Às vésperas da estreia dos novos motores V6 turbo, Jenson Button se mostrou animado com os desafios do novo regulamento da F1. Britânico descartou que alguma equipe consiga impor uma vantagem rapidamente e afirmou que os segredos dos carros serão desvendados pouco a pouco

As imagens da McLaren MP4-29

A temporada 2014 da F1 verá uma grande mudança em seu regulamento técnico, com a introdução dos motores V6 turbo, que chegam para substituir os V8. A mudança nos propulsores representa um desafio a mais para os pilotos, mas na garagem da McLaren a única preocupação é apagar o desempenho de 2013 e voltar a brigar pela ponta.
 
Nesta sexta-feira (24), o time de Woking apresentou o MP4-29, carro com que Jenson Button e Kevin Magnussen vão disputar o Mundial deste ano. Apesar da animação com o novo bólido, o campeão de 2009 diz que não é possível fazer previsões, mas avalia que o novo regulamento vai impactar a ordem de competitividade da F1.
Button torce para que McLaren consiga se desenvolver ao longo do ano (Foto: McLaren)
“Obviamente, queremos voltar para a frente. Também queremos ter uma temporada melhor do que tivemos em 2013. Mas é realmente difícil prever qualquer coisa com exatidão neste momento – são mudanças enormes que terão um grande impacto na ordem de competitividade, então nós precisamos esperar e ver como as coisas acontecem”, ponderou Button. “Nossa meta deve ser um inverno suave e produtivo. Estou muito interessado em aprender tudo sobre a nova fórmula e o nosso carro, e quero estar em uma posição onde partimos para as primeiras corridas nos sentindo confortáveis com o nosso pacote, mas mesmo assim prontos para absorver e aprender mais”, continuou. 
 
“Acho que ninguém está esperando que os próximos meses sejam fáceis – não consigo imaginar ninguém no pit-lane dizendo isso –, mas a nossa meta tem que ser progredir o tempo todo e aprender”, defendeu. 
 
Questionado sobre a dificuldade de encarar tantas mudanças ao mesmo tempo, Button lembrou que ao longo de sua carreira testemunhou muitas modificações na F1, mas avaliou que sua forma de guiar sempre tornou a transição mais fácil. 
 
“Passei toda minha carreira pulando de um carro para outro com diferentes especificações – pilotei os V10, os V8, corri com pneus sulcados, com slicks, com Kers, com asa móvel, com controle de tração, com reabastecimento, sem. E ainda estou aqui!”, ressaltou. “Obviamente, tem um período de adaptação, mas da forma como eu piloto – trabalhando para encontrar o nível de aderência em uma curva ascendente em vez de descendente – sempre resultou em uma transição suave.” 
 
“Como piloto, é um momento empolgante. Estou realmente ansioso por isso – adoro o desafio mental de assumir uma tarefa tão complexa”, contou. “Tem tanto para aprender e a perspectiva de resolver problemas, separar conceitos difíceis e cavar para encontrar a solução perfeita – isso realmente me motiva”, ressaltou. 
 
Ainda, Button ponderou que os desafios da nova temporada ainda são desconhecidos para todos os envolvidos na F1 e afirmou que sua principal ambição é perceber um carro com uma base sólida na qual o time possa trabalhar ao longo do ano. 
 
“Acho que todas as pessoas na F1 estão no limite do desconhecido. Isso é animador, mas também inquietante em igual medida”, opinou. “Terão muitas coisas na minha cabeça quando eu entrar no cockpit pela primeira vez em Jerez na semana que vem, mas, acima de tudo, o que estarei buscando é aquele sentimento simples e positivo que você tem ao perceber que o carro abaixo de você é uma plataforma sólida. Uma com a qual você pode trabalhar e desenvolver ao longo da temporada”, seguiu. 
 
“Não acho que alguém vá sair do primeiro teste com a certeza de que desvendaram essa nova fórmula. Acho que será mais o caso de lentamente descascar camadas sucessivas, conforme os engenheiros e designers reúnem mais informação e tem um entendimento de como os carros e a unidade geradora de potência estão se comportando, e vamos ver isso gradualmente se refinando nos próximos testes e nas primeiras corridas”, avaliou. 
 
“Acho que esta fórmula é muito grande e muito complexa para que um único time se sinta seguro para acertar tudo e rapidamente estabelecer uma vantagem. É escavando diligentemente que vamos chegar lá”, concluiu.
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