Entre galhofa e frustração, Alonso e Button ainda pregam fé na McLaren em nome de ano da redenção em 2016

Fernando Alonso e Jenson Button entraram na zoeira depois de ficarem pelo caminho em mais um Q1 na temporada e finalmente subiram no pódio em Interlagos. Mas quando a realidade voltou à tona, o discurso de frustração ganhou o tom entre a dupla, que só consegue sonhar com um 2016 menos sofrido

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A temporada que colocou novamente lado a lado duas grandes marcas da história da F1 vai terminando sem um desfecho feliz para nenhuma das partes. Pelo contrário. Seria precipitado dizer que a reedição do casamento entre McLaren e Honda nasceu fadada ao fracasso, uma vez que são dois ícones que simbolizam sucesso e vitórias, ainda mais quando desta união fazem parte também pilotos vitoriosos e de talento inquestionável como os experientíssimos Fernando Alonso e Jenson Button. Mas quase ao fim do campeonato, o que fica é o amargo gosto da frustração para todos os lados. Assim, se justifica toda a ansiedade para 2016. Um ano que, por tudo o que tem acontecido em 2015, não tem como ser pior.
 
O fim de semana do GP do Brasil é só mais um capítulo desse enorme calvário que McLaren e Honda vêm enfrentando lado a lado. Com raras exceções — como no GP da Hungria, por exemplo —, a temporada foi um grande rosário de lamentos e tensão. Mas nas últimas provas, até como forma de aliviar a frustração por quebras sem fim, Button e, principalmente, Alonso, se renderam à galhofa. Interlagos foi palco de imagens que já viraram memes pelo mundo afora.
 
Ao enfrentar problemas pela segunda vez consecutiva em um treino classificatório, Alonso não se fez de rogado e tirou onda, como se quisesse mostrar para o mundo, de forma irônica, seu enfado com toda a crítica situação. Ao caminhar de volta para o paddock de Interlagos e encontrar o parceiro Jenson Button, o bicampeão não teve dúvidas e levou o britânico consigo para o pódio e fizeram a festa para a torcida e para as câmeras. Uma das imagens do ano.
Se na pista a fase é das piores, no quesito galhofa a dupla da McLaren vence com louvor (Foto: Reprodução/F1)
Mas de volta à realidade, Alonso e Button se sentaram ao lado de Éric Boullier, diretor de corridas da McLaren, e Yasuhisa Arai, chefe esportivo da Honda. Todos prontos para encarar não apenas as dezenas de jornalistas de todo o mundo, mas também a própria frustração com explicações que se repetem a cada fim de semana.
 
Com a Honda no ‘olho do furacão’ depois da segunda quebra consecutiva no fim de semana, Arai-san foi questionado sobre o que aconteceu. “Nós tivemos ontem um problema com o carro do Fernando, mas não tem nenhuma relação com o problema de hoje. Tivemos problemas com o carro do Fernando faltando dez voltas para o fim do GP dos Estados Unidos. Sobre o problema de hoje, nós ainda estamos investigando, mas talvez tenhamos de trocar o motor nesta noite”, declarou.
 
Quanto a Alonso e Button, o que ficou explícito foi um certo cansaço em falar aqui e ali sobre os problemas recorrentes da McLaren e a Honda. 
 

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“É complicado, obviamente”, disse Button, que falou também sobre a galhofa depois da definição do grid nesta tarde em são Paulo. “Os sorrisos depois da classificação não foram sobre a classificação. Disse para Fernando: ‘Nada mudou para nós’. Então tem sido uma temporada muito difícil, as corridas têm sido muito difíceis”, salientou o campeão do mundo de 2009, que confirmou seu único título justamente em Interlagos. Hoje, diferente do que ocorreu há seis anos, o contexto é totalmente diferente. 

Fernando Alonso em sua cadeirinha tomando sol (Foto: Getty Images)
Ainda assim, Jenson reafirma sua fé na McLaren, onde está desde 2010. “Obviamente que amo esta equipe e estamos buscando trabalhar duro e focando no ano que vem, que promete ser muito mais empolgante para nós. É o que nós queremos”, afirmou o britânico, disposto a deixar para trás um ano em que problemas se multiplicaram e os tempos de glória parecem ter ficado no passado. “Na maioria das vezes nós ficamos testando coisas do carro, do chassi, da aerodinâmica a cada corrida… tem sido tudo um aprendizado para o ano que vem”, afirmou.
 
Na mesma linha foi o galhofeiro Fernando, que falou sério mais tarde na base da McLaren em Interlagos. “Será complicado amanhã e também em Abu Dhabi, mas cada corrida é um incentivo para testar novas peças para o ano que vem, para seguir aprendendo sobre nossos problemas e nossos erros para que eles não se repitam mais. Mas claro, é muito frustrante”, reiterou o bicampeão, seguindo a mesma linha de Button. 
 
A frustração de Alonso é que, nos últimos tempos, ele mal conseguiu acelerar seu problemático carro. “No México eu simplesmente não disputei a corrida. Hoje, fiquei de fora da classificação. Amanhã, eu não sei. Consegui fazer umas dez voltas no fim de semana, então temos de aprender com os nossos problemas e investigar para que isso não se repita mais. Definitivamente, é frustrante”, lamentou.
Jenson Button tentou tirar o melhor da sua McLaren. Mas também ficou de fora já no Q1 neste sábado (Foto: Getty Images)

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Durante a entrevista, Button deixou claro que só assinou sua renovação com a McLaren porque confia que 2016 vai lhe mostrar uma história bem distinta e um pouco mais feliz que a de 2015, embora saiba que precisará trabalhar duro por isso. “No Japão, optei por continuar para o ano que vem. Quis ficar porque meu ponto de vista é que vamos ter um ano muito bom em 2016. Tenho paixão pela equipe, todo mundo está trabalhando bem junto”, elogiou o piloto, que logo se mostrou realista sobre as perspectivas do time. “Será um longo inverno, não será fácil tentar encontrar o que nós precisamos. Há uma grande diferença para buscar.”

 
O fato é que definitivamente é um ano para a McLaren esquecer. Afinal, a não ser que conquista uma improvável sequência de pontos em Interlagos e Abu Dhabi, daqui a duas semanas, a equipe de Woking vai terminar o Mundial de Construtores apenas em nono e penúltimo lugar. A McLaren não terminava em tal colocação desde 1980. 
 
É impossível ignorar o fato de que 2015 é um ano marcante para a McLaren, ainda que negativamente marcante. Cabe à equipe, uma das mais vitoriosas de todos os tempos, buscar impulso em meio à crise para voltar a voar alto. Quem sabe, a redenção venha já em 2016.

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Posted by Grande Prêmio on Quinta, 12 de novembro de 2015

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