Equipes clamam por fim das rodadas triplas na F1: “Um fardo sobre nosso pessoal”

Andreas Seidl, chefe da McLaren, deixou claro seu inconformismo com o calendário atual e a adoção de rodadas triplas. O alemão também é contra a expansão do cronograma. Guenther Steiner, responsável pela Haas, entende que não dá para seguir o mesmo padrão para 2022

O resumo do não-GP da Bélgica de Fórmula 1 (Vìdeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

A Fórmula 1 lançou mão de um expediente pouco habitual para levar adiante o que seria o calendário mais extenso na sua história, com 23 GPs em 2021. A programação original compreendia quatro rodadas triplas, mas os cancelamentos de provas como os GPs da Austrália, Canadá, Japão e Singapura levaram o Liberty Media a mudar os planos. De qualquer forma, o cronograma com 22 GPs segue muito pesado, sobretudo com as rodadas triplas. O GP da Itália deste fim de semana encerra a segunda sequência de três provas no ano. E vem mais uma por aí, com os GPs do México, Brasil e, provavelmente, do Catar, entre 7 e 21 de novembro.

Tal cenário provoca bastante exaustão em todos os envolvidos diretamente com a categoria e que têm de viajar de forma quase ininterrupta, com funcionários a ficar quase um mês longe de casa. Andreas Seidl e Guenther Steiner, chefes da McLaren e Haas, respectivamente, deixaram claro a contrariedade com a atual configuração do calendário e clamam: não dá para a Fórmula 1 continuar assim no ano que vem.

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Andreas Seidl criticou a ampla sequência de corridas no calendário da F1 (Foto: McLaren)

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Em entrevista veiculada pela revista britânica Autosport, Andreas Seidl disse que a Fórmula 1 caminhará por um rumo equivocado se quiser ampliar ainda mais seu calendário nos próximos anos.

“No meu ponto de vista, a coisa mais importante é que não aumentemos ainda mais o número de corridas por ano. O que temos agora é um fardo muito grande para colocarmos sobre nosso povo”, bradou o dirigente alemão.

“Outro tópico importante é o número de rodadas triplas. Do meu ponto de vista, devemos evita-las completamente, novamente para reduzir o fardo sobre nosso pessoal. Pra ser sincero, o calendário deve evitar qualquer rodada tripla”, declarou o chefe da McLaren.

Steiner disse que conversou recentemente com Stefano Domenicali, chefão da Fórmula 1, e entende que o italiano vai desenvolver um cronograma menos puxado para 2022.

“Falei com ele sobre isso algumas vezes, e ele também concorda que seria melhor talvez termos mais rodadas duplas ao invés de rodadas triplas e corridas avulsas. Não vi o calendário, e não é somente o que queremos fazer, é também sobre quando os anfitriões das corridas querem que elas aconteçam”, declarou o italiano.

“No geral, todo mundo sabe que as rodadas triplas são muito exigentes com o pessoal e você percebe isso de novo aqui. É a terceira corrida consecutiva, e é muito difícil de fazer. Até que saia o calendário, não sei o que está acontecendo, o objetivo é ter o mínimo possível de rodadas triplas. Não vai ser o padrão da F1 ter rodadas triplas”, complementou.

A Fórmula 1 já tinha a ideia de ampliar o calendário e chegou a projetar, desde quando o Liberty Media assumiu a gestão da categoria, um cronograma de até 25 GPs por temporada. A pandemia freou os planos de expansão, mas os prejuízos acarretados no ano passado, sobretudo por conta das corridas canceladas e de outras tantas com portões fechados, fizeram a F1 a tentar colocar em prática o mais longo calendário da história, que segue sendo longo mesmo com um GP a menos que o planejado originalmente.

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