Equipes da F1 apoiam ampliação de zona de pontos em reunião com FIA, mas “sem pressa”

A proposta de um sistema de pontos que contemple ao menos até o 12º colocado do grid teve apoio das equipes durante a reunião da Comissão de F1, realizada em abril

No que depender das equipes do atual grid da Fórmula 1, o sistema de pontos vigente vai passar por mais uma mudança em breve. A proposta de ampliar a zona de pontuação para ao menos até o 12º lugar foi apoiada pelos times durante a reunião da Comissão de F1, realizada no final de abril.

O assunto ganhou corpo durante a passagem da categoria pela China. Na ocasião, o site da revista inglesa Autosport noticiou que havia muita pressão do lado dos times menores para que uma extensão na distribuição de pontos entrasse em vigor já em 2025. Do lado das equipes da frente do pelotão, contudo, não houve objeções.

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A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), então, marcou uma reunião com a Comissão de F1 — que é formada pela entidade reguladora, além de representantes das equipes e também do Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da categoria — para discutir a proposta, e o que se viu, de acordo com alguns chefes, foi consenso quanto ao ajuste.

Mike Krack, chefe da Aston Martin, foi um dos que entenderam a necessidade de um ajuste, porém pediu calma na hora de promover mais uma modificação no sistema de pontos, já que o nível de competitividade entre os times pode mudar em 2026 ou mesmo antes.

Mike Krack pediu calma antes de promover mais uma mudança no sistema de pontos (Foto: Aston Martin)

“Temos uma nova base de fãs. Não somos mais os puristas que fomos durante todos esses anos. Então, acho que é realmente hora de dar uma olhada nisso”, defendeu o britânico. “Obviamente, não devemos ser tão influenciados pela forma como as coisas estão este ano, porque ano que vem pode ser diferente”, avaliou.

“Acho que foi um bom consenso dizer na Comissão da F1 que queremos um ajuste, mas não devemos ter pressa, porque não queremos outra mudança depois. Portanto, acho importante pensarmos bem sobre isso e, depois, discutirmos algumas propostas diferentes”, completou Krack.

CEO da McLaren, Zak Brown gostou da sugestão de pontos para todos, como acontece na Indy, afirmando que “seria, sem dúvida, uma grande revisão”.

“Assim que os pontos entram em jogo, cada avanço se torna muito mais importante. Às vezes, os carros encostam para poupar algumas coisas, como desgaste, porque estão fora dos pontos. A mudança eliminaria isso”, opinou.

“Se um carro mais rápido se misturar com os de trás, cada avanço conta. Então, há um argumento a ser apresentado para todo o grid”, continuou Brown, frisando que a distribuição tem de ser para “não menos que 12” pilotos.

“Precisamos mudar uma vez, e foi isso que combinamos na Comissão com a FIA, vamos fazer uma revisão, e acho que todas as equipes estavam no mesmo pensamento, que ampliar os pontos é uma boa coisa a se fazer”, finalizou.

Em 1991, a F1 introduziu um sistema de pontuação para as seis primeiras posições. À época, a distribuição era: 10/6/4/3/2/1. Uma revisão foi feita em 2003, e a FIA alterou para 10/8/6/5/4/3/2/1. Desde 2010, na F1, pontuam somente os dez primeiros pilotos na seguinte ordem: 25/18/15/12/10/8/6/4/2/1.

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