F1

“Erramos demais”: chefe da Mercedes define GP de Singapura como “decepcionante”

Apontada inicialmente como favorita para o GP de Singapura, a Mercedes viu a Ferrari dominar o treino de classificação e a corrida, enquanto Lewis Hamilton e Valtteri Bottas sequer chegaram ao pódio. Para Toto Wolff, foi um final de semana “decepcionante”

Grande Prêmio / Redação GP, de Palmital
O favoritismo esperado da Mercedes no fim de semana do GP de Singapura acabou por não se confirmar. Depois de um bom rendimento na sexta-feira, a equipe pentacampeã viu a Ferrari surgir como a favorita após o treino de classificação, o que foi confirmado com a vitória de Sebastian Vettel e a dobradinha completada por Charles Leclerc na corrida deste domingo (22)
 
O resultado combinado da Mercedes, quarto e quinto lugares obtidos por Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, respectivamente, irritou Toto Wolff, que entende que havia potencial para conseguir algo a mais nesta noite.
 
Após o fim da corrida, o chefe da Mercedes definiu o fim de semana na cidade-estado como “decepcionante” e entende que a equipe, no fim das contas, não tirou proveito das situações como deveria. Depois, por meio das redes sociais, a Mercedes escreveu: "Em noites como esta, é mais importante do que nunca lembrar que nós vencemos e perdemos juntos".
Lewis Hamilton terminou apenas em quarto o GP de Singapura deste domingo (Foto: Mercedes)
“Posso te dizer que nós estamos bravos e que acabamos de ter uma pequena reunião com os engenheiros e os pilotos. Há um sentimento geral de que nós erramos, nós erramos demais esse final de semana”, afirmou o dirigente austríaco.
 
O chefe da Mercedes ainda falou que a equipe perdeu a oportunidade de conseguir a ultrapassagem na parada para troca de pneus. Bottas fez a troca dos pneus macios pelos médios na volta 22. Mas a equipe decidiu esticar ao máximo o stint de Hamilton, que só fez sua parada quatro giros depois.
 
Quando voltou do pit-lane, o pentacampeão ficou em quarto, atrás das Ferrari de Vettel e Leclerc e da Red Bull de Verstappen. O cenário só não foi pior porque a própria equipe anglo-alemã pediu a Bottas para segurar o ritmo para não ultrapassar Hamilton.
 
“A partir daí, o negócio foi proteger a posição contra Max [Verstappen] ou tentar a vitória, o que era possível, mas as chances eram pequenas — nós corremos o risco de sacrificar o terceiro lugar, obviamente com o apoio de Valtteri”, complementou Wolff.
 
A Mercedes agora segue para o GP da Rússia, na próxima semana, tentando se recuperar de uma sequência decepcionante para a equipe desde a volta das férias de verão da F1. Desde que a prova é realizada, em 2014, a Mercedes jamais perdeu em Sóchi.
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