“Esconderam o jogo”: Williams analisa potencial de rivais antes do início da F1 2026

Chefe da Williams, James Vowles ainda explicou que, devido aos diferentes motores e projetos aerodinâmicos, a ordem de forças do grid deve mudar entre uma corrida e outra

Chefe da Williams, James Vowles falou sobre como as equipes da parte de cima do grid da Fórmula 1 “esconderam o jogo” durante os testes coletivos no Bahrein para não expor o verdadeiro potencial. O dirigente apontou, inclusive, que a Red Bull limitou a potência do próprio motor quando notou que estava chamando muito a atenção das rivais.

Embora a Mercedes tenha sido inicialmente apontada como grande força no início do ano, o time de Max Verstappen surpreendeu ao acumular uma boa quilometragem e sofrer pouco com a nova unidade de potência, agora de fabricação própria. Ao tentar tirar o foco das Flechas de Prata, George Russell disse que a vantagem dos taurinos era de “1s por volta”, um caminho pelo qual Toto Wolff também seguiu.

“Tem gente escondendo o jogo”, começou Vowles em entrevista à F1TV ao fazer uma análise sobre os concorrentes. “A Red Bull parecia muito forte até começarmos a falar sobre a unidade de potência deles. Desde então, passaram a baixar o ritmo de propósito”, continuou.

“A Ferrari, parabéns a eles, de verdade. Estão surgindo com grandes inovações, estão avançando, e acho que são competitivos do jeito que estão”, avaliou. A escuderia de Lewis Hamilton e Charles Leclerc atraiu os holofotes após aparecer no circuito de Sakhir com algumas atualizações curiosas, incluindo uma asa traseira que fica de cabeça para baixo quando acionada nas retas.

Chefe da Williams disse que a Red Bull escondeu o desempenho real do próprio motor (Foto: Red Bull Content Pool)

“A Mercedes simplesmente foi forte em todos os dias. Não dá para descartá-los”, resumiu Vowles, que considerou ser difícil definir uma ordem de forças neste momento na F1. Até porque, devido às diferentes características dos motores e também dos projetos aerodinâmicos, o chefe da Williams deixou claro que a situação deve mudar entre um circuito e outro em 2026.

“O que estou dizendo é que, mesmo dentro do paddock agora, dependendo dos jogos que as pessoas estão fazendo com unidade de potência e combustível, é difícil dizer. Além disso, acrescentaria que vamos ver, mais do que nunca, oscilações de pista para pista, com base nas características de unidade de potência e de carro que as equipes desenvolveram”, explicou.

“Então, mesmo que hoje a Ferrari pudesse vencer uma corrida aqui [no Bahrein], isso não significa que vencerá em Melbourne“, concluiu.

Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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