Ex-CEO do Liberty Media vê “grande futuro” para F1 e rechaça possibilidade de venda

Após anunciar saída do Liberty Media, Greg Maffei afirmou que a Fórmula 1 vive "ótima posição" e não vê chances próximas de possível venda. Grupo administra o Mundial desde 2017

Greg Maffei, CEO do Liberty Media, anunciou na última quarta-feira (13) que deixará o posto que ocupa no grupo que é detentor da Fórmula 1 desde 2017. O contrato era previsto para acabar no fim de 2024, e o executivo já anunciou que não renovará, permanecendo apenas como um consultor sênior a partir de 2025. Porém, a saída de Greg após 19 anos de Liberty não indica o fim da Fórmula 1 na mão dos americanos.

Em entrevista à emissora americana CNBC, Maffei valorizou o crescimento global que a Fórmula 1 apresentou desde 2019, e apontou a série documental ‘Drive to Survive’, exibida pela Netflix, como um dos grandes pilares do aumento de popularidade do Mundial.

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“O negócio está em ótima posição. Vimos o crescimento global desde 2019. Aumentamos os patrocínios em 16%, aumentamos o fluxo de receita em 12%. Tem sido uma marca registrada do que o esporte quer ser, aumentando o interesse dos fãs por meio do ‘Drive to Survive’, aumentando o patrocínio, as experiências. É uma espécie de modelo que todo mundo está tentando seguir um pouco. Todo mundo fez isso muito bem”, declarou.

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Largada do GP de Singapura (Foto: AFP)

O crescimento global da Fórmula 1 também levantou dúvidas sobre uma possível venda da categoria. Em 2023, os rumores de uma possível oferta do Fundo de Investimentos Público da Arábia Saudita, na casa dos US$ 20 bilhões (cerca de R$ 115 bilhões) surgiram, mas negado por parte dos sauditas.

“Não acho que há planos de venda. Tem um grande futuro, mas suspeito que o conselho da Liberty erá um administrador apropriado do capital dos acionistas”, completou Greg.

De forma interina, John Malone servirá como CEO até a escolha de um novo nome. O presidente do conselho apontou sobre o trabalho brilhante em cima da marca, e que a situação da Fórmula 1 é de observação nos próximos anos.

“A equipe de gestão fez um trabalho brilhante. Ela tem uma marca muito poderosa que agora pode ser expandida. E há muitas oportunidades de expansão neste negócio de forma sinérgica. Então, acho que certamente vou observá-la por alguns anos antes de qualquer decisão de que seria melhor combinar com outra coisa”, declarou.

Fórmula 1 agora volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.

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