Ex-dirigente aponta motivo inusitado por trás de desdém da McLaren por Kubica em 2008

Matt Bishop, ex-diretor de comunicação da McLaren, revelou que Robert Kubica era cotado para substituir Fernando Alonso em 2008, mas Martin Whitmarsh, então diretor-executivo, citou aspectos estéticos por recusa

A McLaren descartou a contratação de Robert Kubica para a temporada 2008 da Fórmula 1 por um motivo, no mínimo, inusitado: o tamanho do nariz do piloto. A revelação foi feita por Matt Bishop, ex-diretor de comunicação da equipe britânica, ao relembrar o processo de escolha do companheiro de Lewis Hamilton após a saída de Fernando Alonso.

Kubica era um dos nomes mais bem avaliados do grid naquele período e acabou ficando marcado como um dos grandes talentos não plenamente realizados da F1 neste século. O polonês conquistou apenas uma vitória na categoria, no GP do Canadá de 2008, pela BMW Sauber, antes de ter a carreira profundamente afetada por um grave acidente em um rali, em fevereiro de 2011, que resultou em sérias lesões.

Segundo Bishop, a observação sobre o aspecto físico partiu de Martin Whitmarsh, então diretor-executivo da McLaren. Apesar da afirmação, ele próprio admitiu não ter certeza se o comentário foi feito em tom sério ou de brincadeira.

“Lembro que Whitmarsh disse, naquela época, que um dos problemas de Kubica como possível piloto da McLaren em 2008 era o nariz grande demais”, contou Bishop no podcast And Colossally That’s History!.

Robert Kubica venceu e fez pole pela BMW em 2008 (Foto: Arquivo/F1)

“Era uma preocupação meramente estética. Para ser justo, acho que estava brincando. Martin às vezes tinha esse tipo de humor. Mas ele acreditava que pilotos tinham de ter determinada aparência, algo que vinha muito da influência do Ron Dennis”, ponderou.

Bishop ainda ponderou que nunca ouviu Dennis, histórico chefe da McLaren, fazer comentários semelhantes sobre a aparência de Kubica. No fim das contas, a equipe optou por Heikki Kovalainen, que trocou a Renault pela McLaren após uma temporada de estreia sólida em 2007.

Mesmo com a carreira na F1 interrompida no auge, Kubica voltou à categoria em 2019, pela Williams, marcando o único ponto da equipe naquele ano, no GP da Alemanha. Aos 40 anos, o polonês viveu um novo capítulo marcante em 2025 ao conquistar a vitória geral nas 24 Horas de Le Mans pela Ferrari, resultado que reforçou o reconhecimento de seu talento em diferentes categorias do automobilismo.

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