Ex-F1 detona “fracasso histórico” da Aston Martin: “Alonso voltou a ser piloto de testes”

Jolyon Palmer não poupou palavras para definir o início da Aston Martin na temporada 2026 da F1 e destacou o impacto do caos no trabalho de Fernando Alonso

Ex-piloto da Fórmula 1 entre 2016 e 2017, Jolyon Palmer detonou o início caótico da Aston Martin na temporada 2026 e resumiu o trabalho atual do bicampeão Fernando Alonso ao de um “piloto de testes”. Hoje comentarista da categoria, o britânico classificou o projeto do time como um dos maiores fracassos de todos os tempos e ressaltou que não há perspectiva de competitividade neste momento.

“Eles foram muito lentos no Japão. Estão resolvendo os problemas, obviamente, mas precisaram fazer ajustes apenas para completar a corrida. A situação é séria”, disse Palmer ao podcast F1 Nation. “O que estamos testemunhando é um dos maiores fracassos da história”, detonou.

“A Aston Martin só consegue completar uma corrida se andar em baixa potência, buscando algum controle e alguma confiabilidade. E só conseguiram cruzar a linha de chegada com um carro após três etapas. É terrível”, analisou.

Palmer, que chegou a dividir as pistas da Fórmula 1 com Alonso, reforçou que a falta de competitividade da Aston Martin impede que o espanhol demonstre algo na pista. Atualmente, o trabalho do bicampeão se resume a reportar ao time os problemas do carro em busca de alguma solução.

Por fim, Palmer ainda ressaltou que a falta de compreensão da Honda sobre a unidade de potência indica que as questões mais fundamentais ainda vão demorar a ser sanadas.

Alonso conseguiu completar o GP do Japão, mas sem nenhuma competitividade (Foto: Aston Martin)

“Para Fernando, é como voltar a 2002. Após tantos anos, voltou a ser um piloto de testes. Essa é a Aston Martin no momento, é realmente uma pena que não sejam competitivos. Em Suzuka, Fernando chegou atrás de uma Cadillac. Eles estão realmente atrás, não há nada a brigar para ele ou Stroll. A cada fim de semana, aparecem na pista, pilotam e reportam”, criticou.

“Nesse momento, nem importa mais. Muito do trabalho claramente depende da Honda, e não parece que vão encontrar um ajuste rapidamente. Antes do GP do Japão, eles ainda não sabiam o que causava as vibrações”, finalizou o ex-F1.

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