Ex-Ferrari desdenha de dossiês de Hamilton: “Vettel também fez e foram inúteis”

Ex-chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene disse que Sebastian Vettel — assim como Lewis Hamilton — enviou documentos à equipe visando uma evolução, mas que também não foram levados em consideração

Maurizio Arrivabene, chefe da Ferrari entre 2014 e 2018, desdenhou dos dossiês que Lewis Hamilton enviou à equipe sugerindo melhoras em pontos específicos. O italiano recordou que Sebastian Vettel fez o mesmo quando chegou ao time vermelho e que “foram inúteis”.

Depois de correr 12 temporadas na Mercedes, Hamilton se transferiu para a Ferrari e enfrentou inúmeras dificuldades na adaptação ao carro vermelho, não conquistando sequer um pódio durante as 24 corridas de 2025.

Para tentar melhorar o desempenho do carro, o inglês enviou um documento à equipe apontando alguns aspectos em que poderiam melhorar. No entanto, a atitude não foi vista com bons olhos em Maranello.

Arrivabene recordou o tempo em que chefiava o time vermelho e disse que passou por uma situação semelhante com Vettel, que fez o mesmo que Lewis e falou ainda que as coisas na Red Bull eram feitas de maneira bem diferente.

Lewis Hamilton fez um documento sugerindo mudanças à Ferrari, mas foi ignorado (Foto: Ferrari)

“Quem enviava os dossiês era Vettel. Ele escrevia, falava e tudo mais. Coisas úteis? Não. Não é que eu tenha algo contra Sebastian, mas cada um tem de fazer o seu trabalho”, declarou o ex-Ferrari à Sky Sports.

“Desse ponto de vista, a função do piloto não é apenas pilotar, mas também desenvolver o carro. Se o piloto começar a agir como engenheiro, aí já era”, salientou.

“Os pilotos chegam à fábrica, talvez usem um simulador e fiquem lá por dois ou três dias, mas já têm informações gerais sobre o progresso do bólido. Mas o principal está nos detalhes. Considere que os mais de 50 mil componentes que compõem um carro de F1 se comunicam entre si e precisam seguir uma lógica complexa. Nesse sentido, digo que todos precisam fazer a sua parte”, avaliou.

“Então, uma vez que o carro esteja devidamente ajustado, o piloto precisa fornecer informações que permitam aos engenheiros desenvolvê-lo adequadamente, principalmente se o bólido tiver potencial”, finalizou Arrivabene.

Maurizio Arrivabene foi chefe da Ferrari entre 2014 e 2018 (Foto: Ferrari)

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