Ex-pilotos da Williams, Pizzonia e Senna veem “ano da virada” e grande chance de Massa

Anitônio Pizzonia crê em mudança da tática de abordagem da equipe, enquanto Bruno Senna destaca vantagem dos motores Mercedes como chave para um bom 2014 de Felipe Massa


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Felipe Massa é mais um em uma longa conta de brasileiros que já passaram pelo cockpit da Williams. De Nelson Piquet a Bruno Senna, são seis, já com Massa na conta. O que faz de equipe de Grove a mais prolífica em receber pilotos nascidos em terras tupiniquins. O momento em que o vice-campeão de 2008 chega, porém, parece de renascimento da escuderia de Frank Williams, após anos na penumbra da mediocridade.
 
O fim da parceria com a Cosworth abriu a oportunidade da Williams encontrar uma montadora que já estivesse trabalhando no desenvolvimento dos novos motores V6 Turbo. A Mercedes foi a escolhida – um movimento que tem se mostrado acertado. Não demorou até que ficasse claro, ainda nos testes de inverno, que a equipe britânica tinha um carro veloz e mais confiável que os outros. O GRANDE PRÊMIO falou com dois extremos conhecedores do que se passa nos interiores da fábrica em Grove, Antônio Pizzonia e Bruno Senna, sobre o momento em que Massa chega à equipe.
 
Piloto da Williams em 2004 e 2005, Antônio Pizzonia confirmou surpresa na abordagem usada pelo time na preparação da temporada. Não pela mudança de motor e contratação de piloto, propriamente, mas pela quebra de paradigmas e tradições dos britânicos.

Pizzonia em ação pela Williams (Foto: LAT Photographic)


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“Eu venho dizendo que acho que será o ano da virada da Williams. A equipe está fazendo algumas coisas que historicamente não faz. Por exemplo: o Frank Williams sempre teve preferência por formar profissionais na sua própria fábrica, ao invés de contratar de fora”, disse. “Esse ano, a equipe está fazendo isso (contratando). Em outubro, mais ou menos, a Williams anunciou o acerto com vários engenheiros, um investimento bem grande. Fiquei bastante surpreso.”
 
A Williams tem, fisicamente, tudo que precisa um time vencedor, segundo Pizzonia. "A parte humana é que claramente vinha tendo uma queda muito grande nos últimos anos. Agora, ficou claro que mesmo que eles não tenham os mesmos recursos financeiros o pessoal de lá está fazendo um trabalho muito bom”, analisou o manauara, dono de dois pontos em nove GPs — a vigência da regra antiga de pontuação, o equivalente a 24 pontos na atualidade da pontuação.

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Já Bruno Senna, piloto titular durante a temporada 2012, onde marcou 31 pontos em 20 GPs, fez uma leitura da nova ordem das equipes no grid.
 
“É óbvio que o carro da Williams é bom, mas com certeza a grande vantagem que eles têm é ter mudado para o motor Mercedes, que tem vantagem muito grande sobre o Ferrari e o Renault. Acredito que enquanto eles não chegarem na performance da Mercedes, vai ser a a alemã a equipe dominante. McLaren, Williams e Force India brigando pelos outros lugares junto com a Red Bull e talvez com a Ferrari, mas não vai ser fácil”, observou.

Bruno Senna crê nos motores Mercedes como chave para Williams (Foto: Felipe Tesser/Grande Prêmio)


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“Acredito que o Massa tem que aproveitar esse momento, até por causa do motor, que está fazendo muita diferença, e o deles é o melhor da atualidade”, completou Pizzonia.

Após a estreia com pouca sorte de Massa, atingido pela Caterham sem freio de Kamui Kobayashi logo na primeira curva do GP da Austrália, Senna segue otimista quanto ao futuro da temporada.
 
“Ele deu azar nessa corrida com o Kobayashi batendo nele. Deu para ver que o Bottas, mesmo perdendo a roda, conseguiu terminar em quinto. Vão poder brigar por pódios”, leu. “Felipe tem que extrair 100% disso”, encerrou Pizzonia. 

A próxima oportunidade de Felipe Massa é no próximo domingo (30), no GP da Malásia, que o GRANDE PRÊMIO acompanha em tempo real.


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