Ex-rival, Vatanen cobra ação de Todt sobre GP da Rússia: “Temos de perguntar como a história se lembrará de nós”

Ex-rival na luta pela presidência da FIA, Ari Vatanen cobrou um posicionamento de Jean Todt sobre o GP da Rússia. Campeão de 1981 do WRC admitiu que o francês está em uma posição difícil, mas defendeu que é preciso se perguntar como essa corrida ficará marcada na história

A cobertura completa do GP da Itália no GRANDE PRÊMIO
icone_TV Automobilismo na TV: a programação do fim de semana

Ari Vatanen, ex-rival de Jean Todt na briga pela presidência da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), cobrou uma ação do chefe da entidade contra a realização do GP da Rússia. O país governado por Vladimir Putin vive um momento de conflito que se iniciou há nove meses, com a invasão e anexação do território da Crimeia e beligerância em cidades ucranianas por separatistas russos.
 
Em 2009, Vatanen e Todt travaram um ferrenho duelo pelo comando da FIA, mas conseguiram resolver suas diferenças. Presidente da União de Esporte a Motor da Estônia, Ari foi até nomeado chefe da Comissão de Percurso, em tradução livre, da FIA – pasta responsável por examinar medidas de segurança nos trechos usados em competições de rali.
Ari Vatanen ressaltou que ir à Rússia mostra apoio ao regime de Putin (Foto: Mark Thompson/Getty Images)
Vatanen insunuou que Todt também se opõem à realização da etapa em Sochi, mas está de mãos atadas. Enquanto o chefe da FIA mantém silêncio, Bernie Ecclestone segue defendendo que a “F1 não se envolve em política”.
 
“Jean sabe dos meus comentários, nós conversamos a respeito”, contou o campeão do Mundial de Rali de 1981 ao jornal inglês ‘Daily Mail’. “Nós somos amigos. Acho que ele em parte compartilha da minha visão. É verdade que as mãos dele estão atadas. Eu posso dizer as coisas de forma mais aberta e livre do que ele”, continuou.
 
“Não estou dizendo que ele concorda com tudo que digo, mas ele tem muito menos espaço de manobra. Ele não pode fazer grandes movimentos de um dia para o outro”, ponderou Vatanen, que é ex-membro do Parlamento Europeu. 
 
Na visão de Vatanen, realizar a prova em Sochi vai transmitir a mensagem de que a F1 apoia as ações do governo russo. Ainda de acordo com o dirigente, Putin já está misturando esporte e política.
 
“Nós apoiamos este regime que está no comando deste derramamento de sangue? Ou nós vamos dizer que isso não está correto? Se formos para a Rússia, isso vai transmitir uma mensagem de aceitação”, opinou. “Isso diria que nós toleramos, efetivamente, talvez não de forma explicita, mas por meio das nossas ações, o que está acontecendo, pois isso será usado em propaganda”, frisou. 
 
“Dizem frequentemente que a F1 não deve misturar política e esporte, mas o regime russo já está misturando política e esporte de uma forma descarada, então nós temos que responder”, defendeu. “Cabe a Bernie e aos donos cancelar a corrida. É uma situação sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, e nós temos de perguntar a nós mesmos como a história vai se lembrar de nós e o que nós fizemos ou deixamos de fazer”, concluiu. 

GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o GP da Itália, 13ª etapa do Mundial de F1, com a repórter Evelyn Guimarães e o fotógrafo Xavi Bonilla. Para acompanhar todo o noticiário, clique aqui.

Bolão GRANDE PRÊMIO EUROBIKE:
faça suas apostas para o GP da Itália e concorra a uma viagem. É grátis!


Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!