F1 se aproxima de renovação por fornecimento de pneus, mas Pirelli define data para sair

A Fórmula 1 vai se aproximando de um acordo de renovação com a Pirelli para 2025, mas planos da empresa italiana de deixar o esporte em 2029 preocupam categoria para o futuro

A Fórmula 1 se aproxima de uma definição sobre sua fornecedora de pneus a partir de 2025, com Pirelli e Bridgestone em uma briga direta pelo posto, mas informações relacionadas à empresa italiana têm preocupado a categoria sobre o futuro. Enquanto, segundo o portal Motorsport, a atual desenvolvedora se torna a favorita para uma renovação, a previsão de saída ao fim de 2029 preocupa em termos de estabilidade.

Diversos fatores tornaram a Pirelli favorita na briga, principalmente o conhecimento já existente sobre a fabricação dos pneus no regulamento atual da Fórmula 1. Uma troca, sem dúvidas, demanda tempo de adaptação, e nem todas as equipes possuem confiança de que a Bridgestone pode atender aos desejos da categoria em seu primeiro ano.

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“Se uma nova fornecedora de pneus vier, teremos algumas dificuldades aí”, explicou Guenter Steiner, chefe da Haas. “Acho que o principal é a parte técnica. Acho que, tecnicamente, esses pneus são muito desafiadores de produzir e, se você não está na F1 por muito tempo — como uma das fornecedoras —, como você realiza um programa de testes, que é muito caro?”, questionou.

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F1 vive um dilema sobre o fornecimento de pneus para o futuro (Foto: Carl Bingham/Pirelli/LAT Images)

“Acho que Guenther resumiu tudo”, concordou James Vowles, chefe da Williams. “O desafio técnico de produzir pneus para um carro de F1 moderno é extraordinário. Não é fácil como parecia há 20 anos. O downforce que estamos produzindo agora está em outra magnitude”, destacou.

No entanto, fontes indicam que a Pirelli planeja uma saída estratégica do esporte para 2029, o que poderia deixar a Fórmula 1 de mãos abanando. Enquanto uma briga entre duas fornecedoras aumenta a competição e, de quebra, o dinheiro envolvido nas propostas, a ausência de interessados traria uma grande dor de cabeça a Stefano Domenicali e companhia.

Caso a Bridgestone seja a única interessada a partir de 2029, naturalmente, a parte financeira da negociação automaticamente cai pela falta de competição. Por outro lado, ainda há duas outras possibilidades: a entrada de novas marcas, como Michelin e Hankook, atual fornecedora da Fórmula E, ou a ausência completa de interessados, pior cenário possível para o futuro — porém, considerado improvável.

Além disso, uma outra questão surge no horizonte. A Fórmula 1 se prepara para uma nova mudança de regulamento em 2026, com novos motores e carros menores, o que significa pensar em dois tipos de pneus para os próximos anos. Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, levantou exatamente este ponto ao ser questionado sobre o tema.

Fora da F1 desde 2010, Bridgestone tenta voltar, mas encontra resistência (Foto: Bridgestone Motorsport)

“Tecnicamente, é verdade que é muito desafiador [produzir os pneus atuais]”, concordou Vasseur. “E também estamos falando de um tipo de pneu para 2025 e provavelmente outro para 2026. Isso significa que você vai precisar desenvolver dois compostos diferentes nos próximos dois ou três anos. Não sei se está muito tarde, não é meu trabalho, mas é um desafio”, admitiu.

Franz Tost, chefe da AlphaTauri, preferiu enxergar a situação de outro modo. Para ele, é interessante ter duas fornecedoras tentando entrar na Fórmula 1, porque isso aumenta o capital recebido pela categoria na disputa entre as duas empresas. Por outro lado, o dirigente disse acreditar que ficou tarde para uma mudança.

“Primeiramente, é bom ter duas empresas querendo fabricar nossos pneus, porque isso traz mais dinheiro e deixa a FOM em uma boa situação”, avaliou Tost. “Pelo lado técnico, acho que ficou tarde para decidir por uma nova fornecedora. Mas, de qualquer jeito, isso não é meu problema, por sorte”, ressaltou.

Chefes de equipe demonstraram preferência pela continuidade da Pirelli em 2025 (Foto: Philip Fong/AFP)

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Por fim, Christian Horner, chefe da Red Bull, foi ainda mais incisivo do que seus pares e afirmou, com todas as letras, que deseja que a Pirelli permaneça a partir de 2025. Segundo o britânico, “milhões de razões” sustentam a manutenção da atual fornecedora para o próximo período.

“A Pirelli é uma grande empresa, e tenho certeza de que ofereceram termos generosos aos promotores e às equipes”, comentou Horner. “Há milhões de razões pelas quais amaríamos continuar com a Pirelli. São uma empresa de pneus incrível, providenciam um grande serviço e espero, por muitas milhões de razões, que isso continue”, finalizou.

Fórmula 1 retorna nos dias 15, 16 e 17 de setembro, com o GP de Singapura, 15ª etapa da temporada 2023.

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