Fórmula 1 promete “monitorar” conflito na Ucrânia antes de definir sobre GP da Rússia

O início de ataques russos no território ucraniano e a escalada de tensão no leste europeu fizeram a F1 se manifestar sobre os rumos do GP da Rússia, marcado para 25 de setembro, em Sóchi

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A tensão no leste europeu cresce de maneira acelerada com os ataques do exército da Rússia no território ucraniano. A situação, que coloca todo o continente europeu em alerta, acaba respingando também no ambiente esportivo. Por isso, a Fórmula 1 emitiu um curto e pouco aprofundado comunicado sobre a situação do GP da Rússia deste ano, marcado para setembro.

A etapa russa de 2022 está prevista para 25 de setembro, sendo a 17ª do calendário, em Sóchi. A cidade está localizada na parte sul do país, a pouco menos de 1000 km do território ucraniano.

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GP da Rússia é disputado em Sóchi desde 2014 (Foto: Williams)

Na nota, porém, a categoria não deu muitos detalhes e afirmou apenas que está atenta aos recentes acontecimentos na região entre Rússia e Ucrânia. Na madrugada entre quarta (23) e quinta-feira (24), tropas russas atacaram pontos estratégicos da Ucrânia e desencadearam novo foco de tensão entre os dois países.

“A Fórmula 1 está acompanhando de perto os constantes desenvolvimentos e, neste momento, não possui comentários sobre a corrida marcada para setembro. Vamos continuar monitorando a situação”, afirma a nota enviada aos jornalistas presentes no circuito de Barcelona, para a pré-temporada.

O GP da Rússia está no calendário da Fórmula 1 desde 2014, quando o circuito de Sóchi foi montado dentro das instalações que abrigaram os Jogos Olímpicos de Inverno do mesmo ano. Em 2021, porém, a pista se despede da categoria, pois a partir de 2023 a prova será realizada no Igora Park, em São Petersburgo.

Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia:

Na segunda-feira (21), o presidente russo Vladimir Putin reconheceu, em decreto, a independência das províncias separatistas de Donetsk e Luhansk. O movimento gerou sanções da União Europeia e dos Estados Unidos ao governo e a empresas do país, aumentando também o medo de um confronto na região.

Nesta quinta-feira (24), a tensão escalou de vez no leste europeu, já que a Rússia atacou a Ucrânia em um movimento classificado por Kiev como uma “invasão total”. Às 5h45 [23h45 de quarta-feira, no horário de Brasília], Vladimir Putin, presidente da Rússia, anunciou em um pronunciamento uma “operação militar especial” para “proteger a população do Donbass”, uma área de maioria étnica russa no leste ucraniano.

O comando militar russo alega que “armas de precisão estão degradando a infraestrutura militar, bases aéreas e aviação das Forças Armadas da Ucrânia”. De acordo com a rede britânica BBC, há relatos de tropas cruzando diversos pontos da fronteira e explosões perto das principais cidades do país ― não só em Donbass, onde grupos separatistas foram reconhecidos pela Rússia.

Na TV, Putin afirmou que a Rússia não planeja uma ocupação da Ucrânia, mas ameaçou com uma resposta “imediata” qualquer um que tente interromper a operação atual. O mandatário russo recomendou que os soldados ucranianos se rendam e voltem para casa. “Do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue”, considerou Putin.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky decretou lei marcial em todo o país, instaurando regime de guerra e convocando grande parte dos reservistas das forças armadas. Nas últimas horas, são inúmeras imagens de cidadãos ucranianos tentando fugir da capital Kiev de carro ou utilizando transporte público, mas o trânsito está bastante engarrafado. Há filas em caixas eletrônicos e supermercados.

Segundo autoridades ucranianas, há ao menos sete mortos e 19 desaparecidos até agora. É a mais grave crise militar da Europa envolvendo uma potência nuclear e uma das maiores desde a Segunda Guerra Mundial.

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