F1 quer ir a todos os continentes e 2º GP nos EUA. Sobre Rio, nada

Com limite de corridas por temporada aumentado para 25, o diretor-executivo Chase Carey falou sobre o desejo da F1 em visitar todos os continentes e adicionar uma segunda corrida nos Estados Unidos. Suposto GP do Brasil no Rio de Janeiro, no inexistente circuito de Deodoro, não foi mencionado durante a coletiva

Entre as diversas mudanças que marcam o regulamento da Fórmula 1 em 2021, uma delas envolve o calendário. Além do fim de semana de atividades encurtado de quatro para três dias, o limite de corridas em uma temporada foi aumentado para 25, mas o diretor-executivo Chase Carey esclareceu que este não é o objetivo da categoria.
 
Na visão de Carey, o importante no calendário é estabelecer e priorizar os compromissos de longo prazo, além de só adicionar eventos que vão contribuir para a F1, equilibrando os mercados novos e históricos. Ele exemplificou mencionando as mudanças de 2020, que marcam o retorno da Holanda e a estreia do Vietnã na temporada.
 
"O fato de ser o limite não quer dizer que planejamos alcançar este número. Já dissemos várias vezes que qualidade é superior a quantidade. Só vamos adicionar corridas se entendermos que adiciona algo especial no esporte. Queremos respeitar novos mercados e os clássicos também. Vamos para o Vietnã, e acredito que será um lugar importante para marcar território. Voltaremos a Zandvoort, que é uma pista histórica, voltando para as raízes do nosso esporte", declarou na coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (31).
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Carey também afirmou que o desejo da F1 é de expandir para todos os continentes. O diretor mencionou uma possível segunda corrida nos Estados Unidos, possivelmente em Miami, por ser um mercado maior que o esperado para a categoria, e não citou uma corrida no Rio de Janeiro, contrariando o presidente Jair Bolsonaro, que afirmou anteriormente que o GP do Brasil de 2021 acontecerá no inexistente circuito em Deodoro.
 
"Queremos este balanço entre mercados históricos e novos. Temos interesse em todos os continentes, menos a Antártica e a Austrália, não vamos colocar uma segunda corrida lá. Temos uma visão grande ao redor do mundo, avaliamos todas as oportunidades. Preferimos valorizar novas parcerias longas. Silverstone, Monza e México são lugares que corremos há um tempo e renovamos. Já falamos de correr nos Estados Unidos mais uma vez, é algo que falamos por um tempo e estamos engajados em oportunidades aqui. Pensamos que é um lugar importante para expandir. Temos mais fãs aqui do que o esperado. São oportunidades boas", completou.

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