Família de De Villota estuda processar Marussia após relatório apontar falhas da equipe no dia do acidente

O relatório da Agência de Saúde e Segurança do Reino Unido mostrou que a Marussia cometeu algumas irregularidades no dia do acidente que acabaria por causar, um ano depois, a morte de Maria de Villota. Por isso, a família da pilota estuda processar a equipe inglesa

Após o relatório da Agência de Saúde e Segurança do Reino Unido sobre o acidente que vitimou Maria de Villota em 2012 – e acabaria causando sua morte um ano depois – revelar que a pilota estava lutando contra o carro e algumas outras irregularidades no dia do acidente, a família da espanhola está estudando ações legais contra a Manor Marussia.
 
De Villota era pilota de testes da Marussia quando sofreu um grave acidente em uma testes aerodinâmicos no Aeroporto de Duxford em 2012. Quando ao voltar para a área onde o time estava, o carro acelerou subitamente e se chocou contra a rampa de carregamento de um caminhão que estava à beira da pista improvisada.
 
Segundo a investigação, Maria não foi avisada pelos engenheiros sobre como parar o carro propriamente. Por isso, quando chegou ao pit-lane não conseguiu parar por conta do dispositivo anti-stall do motor. O caminhão onde ela bateu não era o normalmente utilizado em corridas, mas um padrão, e com uma rampa de carregamento maior que o natural ou comum.
María de Villota em fevereiro de 2013 (Foto: Juan Naharro Gimenez/Getty Images)
Por causa do resultado da investigação divulgado pela imprensa inglesa, a família, em comunicado, cita as irregularidades e diz que está em contato com seu time jurídico para resolver o que fazer a seguir.
 
"Semana passada recebemos o relatório da Agência de Saúde e Segurança do Reino Unido sobre o acidente no Aeroporto de Duxford em 3 de julho de 2012. A família considera que a informação no relatório provém um ponto inicial objetivo para seguir com a ideia de Maria de que um acidente assim nunca volte a acontecer", disse o comunicado.
 
"O relatório mostra que existiram algumas regularidades no dia do acidente. Cita fatores como a posição questionável do caminhão e do elevador-rampa, a falta de informação técnica e de logística, assim como a falta de algumas precauções básicas e briefing ao piloto", seguiu.
 
"O relatório confirma que o próprio processo de reconhecimento de risco da Marussia não considerou os riscos oferecidos pelo traçado do local de teste, tanto o caminho e a rampa, quanto os riscos para Maria por conta do projeto do carro. Os advogados da família estão estudando o relatório para identificar os próximos passos que a família deseja dar, incluindo procedimentos legais", encerrou.
 
A Marussia mudou após 2014, quando perdeu a pareceria com a montadora russa Marussia Motors. Até conseguiu se reerguer da administração judicial e voltar à vida, mas com o nome de Manor Marussia.

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