‘Fat Bull’ e déficit de 0s8: diretor se vê na corda bamba na Red Bull e vive ‘final’ em Miami

Pierre Waché, diretor-técnico da Red Bull, vai viver uma verdadeira final no GP de Miami. Caso a equipe não mostre que tem poder de reação nesta temporada, o tempo do francês em Milton Keynes pode chegar ao fim ainda cedo em 2026

Com a saída de Adrian Newey da Red Bull no primeiro trimestre de 2025, Pierre Waché, diretor-técnico da equipe, assumiu um papel ainda mais central em Milton Keynes. Antes braço direito do lendário projetista, o francês passou a ser a principal referência no desenho do chassi do time, que tem sofrido neste começo de 2026. Por isso, essa nova fase de Waché pode já estar ameaçada.

Segundo o portal alemão F1-Insider, o GP de Miami representará o último suspiro do dirigente francês na Red Bull, já que a equipe planeja introduzir um pacote de atualizações ao RB22 na volta da F1 após a pausa forçada de abril. Caso o time não mostre poder de reação, Waché estará ainda mais com os dias contados, especialmente depois das novas peças levadas para o Japão terem se mostrado um fracasso.

Grande parte do déficit de performance do RB22 se deve ao chassi, ainda de acordo com a publicação alemã, que acrescenta que a desvantagem da Red Bull para o topo é de 1s atualmente. 0s8 desta margem é por culpa do chassi, enquanto apenas 0s2 fica por conta do motor, que passou a ser produzido em parceria com a Ford nesta temporada.

Além disso, é entendido que o carro está 12 kg acima do peso mínimo, o que deu ao RB22 o apelido de ‘Fat Bull‘, ou ‘Touro Gordo’. Somando tudo isso aos problemas de equilíbrio enfrentados em Suzuka, Max Verstappen concluiu que o carro deste ano é simplesmente “impossível de pilotar”.

Por isso, o trabalho de Waché como diretor-técnico e sucessor de Newey está em xeque. Em dezembro, o francês garantiu que o novo carro da Red Bull seria 1s mais rápido que a equipe irmã, a Racing Bulls. Isso, obviamente, não se mostra em pista, o que aumenta ainda mais a pressão sobre o dirigente.

O F1-Insider ainda acrescenta que fontes internas da Red Bull garantem que Verstappen estaria largando mais à frente se estivesse guiando pela Racing Bulls, que tem um carro comparável com o RB22 em termos de velocidade, mas parece ser mais equilibrado e previsível.

O RB22, conhecido como ‘Fat Bull’ (Foto: Red Bull Content Pool)

Além disso, a saída de Craig Skinner, ex-projetista-chefe da Red Bull, pouco antes do início da temporada 2026 se deu por desentendimentos com Waché, que se vê ainda mais isolado depois deste episódio.

Até o momento, a Red Bull somou apenas 16 pontos em três corridas e está na modesta sexta colocação no Mundial de Construtores. No geral, esse é o pior início de temporada da equipe nos últimos 11 anos.

Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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