Feliz com ano de estreia, Sainz Jr. elogia chassi da Toro Rosso, mas vê “margem para melhora” em aderência mecânica
O bem-nascido STR10 se mostrou um carro bastante competitivo em vários circuitos nesta primeira metade da temporada 2015 da F1. Estreante, Carlos Sainz Jr. elogiou o desempenho aerodinâmico do modelo, mas entende que ainda precisa evoluir a parte mecânica
A Toro Rosso vem fazendo um papel muito bom na temporada 2015 da F1 e verdadeiramente luta pelo quinto lugar do Mundial de Construtores contra Force India e Lotus, principalmente. Uma das razões para a ascensão do time de Faenza neste ano está no bem-nascido STR10, projeto liderado pelo diretor-técnico James Key. O outro pilar é a jovem e talentosa dupla de pilotos formada por Max Verstappen e Carlos Sainz Jr.
Enquanto se prepara para voltar ao cockpit do STR10, Sainz Jr. aproveita para curtir as férias, mas também faz observações a respeito do desempenho do seu carro. O madrileno de 20 anos, que já somou nove pontos em seu debute na F1, destacou a competência do carro em aerodinâmica, mas por outro lado salientou que ainda há margem para evolução em termos de aderência mecânica.

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“Quanto ao chassi, há duas coisas: aerodinâmica e a aderência mecânica. Acredito que quanto ao aspecto aerodinâmico estamos em muito boa forma. Entramos nas curvas em quinta, avançando para sexta, sétima e oitava marcha e, seguramente, somos uma das melhores equipes do grid em termos de downforce”, comentou o piloto.
“Mas na aderência mecânica acredito que não somos tão bons, seguimos tendo margem para melhora. Acredito, por exemplo, que podemos ser melhores que equipes como Williams e Ferrari, que vão muito bem nas curvas rápidas. Em curvas lentas, estamos à altura ou só um pouco atrás. Então, temos bom downforce, mas seguimos tendo margem de melhora quanto ao chassi”, acrescentou Sainz Jr.
Carlos destacou a forma de dois carros especificamente. “Há equipes como a Red Bull, que estão chegando a um ponto onde há um pacote completo, apesar do motor, enquanto a Mercedes está em outro planeta tanto em mecânica quanto em aerodinâmica.”
A avaliação do jovem espanhol a respeito do seu ano de estreia na F1 é otimista. “Tem sido um começo de temporada positivo e posso dizer que estou mais ou menos onde esperava em termos de performance. Talvez um pouquinho melhor, porque você nunca espera um quinto lugar na classificação da sua corrida em casa, ou algumas outras fortes classificações que eu tive.”
“Estou muito feliz, embora ache que a Toro Rosso deveria ter mais pontos do que nós alcançamos até o momento. Minha posição no campeonato, e da Toro Rosso, não reflete onde deveríamos estar devido a todos os problemas mecânicos. Mas de agora em diante, nós estamos aqui para nos recuperar e mostrar nosso potencial. Sinto que devemos ir muito mais longe com o trabalho que temos feito até agora”, concluiu.
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