Alonso aprova, mas vê ritmo “preocupante” da Aston Martin na Hungria: “Não entendemos”
Embora tenha ficado satisfeito com a competitividade da Aston Martin, Fernando Alonso deixou claro que a equipe precisa estudar o que mudou tanto entre a etapa em Spa-Francorchamps e a de Budapeste
Apesar de a Aston Martin ter conquistado o melhor resultado coletivo na temporada 2025 da Fórmula 1 no GP da Hungria, realizado no último domingo (3), Fernando Alonso admitiu que existe uma certa dose de preocupação em relação ao desempenho da equipe. Isso porque, de acordo com o espanhol, os esmeraldinos ainda não entenderam os motivos de o AMR25 ter se encaixado tão bem ao circuito de Budapeste.
No Hungaroring, o bicampeão mundial e Lance Stroll cruzaram a linha de chegada na quinta e sétima posição, respectivamente, um dia após terem garantido o melhor resultado em classificação do time de Silverstone desde o GP de São Paulo de 2023 — quando preencheram a segunda fila. Porém, sete dias atrás, em Spa-Francorchamps, a situação da dupla era totalmente oposta, por isso o #14 se disse surpreso com tamanha reviravolta em tão pouco tempo.
“É uma surpresa, definitivamente é uma surpresa. Uma boa surpresa. O lado positivo é que fomos competitivos e rápidos. O preocupante é que não sabemos o motivo”, disse Alonso nas entrevistas após a etapa na Hungria. “Precisamos desta semana na fábrica [antes da parada obrigatória de verão] para analisar exatamente quais são as diferenças entre Spa e Hungria, quais são as diferenças no carro também, no acerto e nos dispositivos aerodinâmicos com os quais corremos”, continuou.
Para a 14ª corrida da temporada 2025, a Aston Martin foi uma das equipes que levou algum tipo de atualização para o carro, embora a única mudança tenha sido na asa dianteira, com um “design mais agressivo”, para aumentar a carga aerodinâmica na pista magiar — estreita e com curvas de média-baixa velocidade.

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“Obviamente, o principal foco para nós foi a asa dianteira, que era nova neste fim de semana. Se essa asa dianteira nos dá tanta performance assim, é uma ótima notícia, mas acho que isso ainda precisa ser compreendido neste momento”, acrescentou Alonso, que também comemorou a perfeita correlação existente entre os dados obtidos no túnel de vento e os que são analisados em pista — uma das principais críticas por parte de Adrian Newey, inclusive.
“Tudo o que levamos para a pista está entregando exatamente o que o túnel de vento indicava. Tudo o que quisermos instalar em qualquer fim de semana, sabemos o que o carro vai entregar”, apontou. “Não vou mentir, estava preocupado com a segunda parte do ano. Estávamos um pouco desmotivados, todos na equipe, e esses sete dias, acho que mudaram tudo em 180º”, comemorou.
“O primeiro teste será Zandvoort. Mais uma vez, carga aerodinâmica máxima em Zandvoort. Tivemos um bom desempenho lá nos últimos anos, então esperamos ter os dois carros nos pontos novamente”, encerrou Alonso.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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