Alonso calcula perda de 22 pontos por azar em 2025: “Quando somos lentos, tudo funciona”
Fernando Alonso lamentou sequência de problemas após mais um abandono, no GP da Itália, e até brincou que "nem pede boa sorte para 2026". Segundo o espanhol, a felicidade viria só com uma "sorte normal"
Após abandonar o GP da Itália de maneira surpreendente, com uma quebra repentina na suspensão dianteira, Fernando Alonso admitiu que se vê em uma grave maré de azar em 2025. E a trajetória fez o espanhol lembrar de outra temporada, em 2022, quando vestia as cores da Alpine e também viveu um ano de quebras — por diversos motivos. Se a contagem de pontos perdidos no time francês chegou a 60, as contas do espanhol indicam que 22 já foram desperdiçados na Aston Martin.
“Essas coisas podem acontecer. Mas lembro de 2022, o carro da Alpine não era tão ruim, éramos competitivos — e tive 12 abandonos, sempre em corridas que andávamos em quinto ou sexto. Acho que perdemos uns 55 ou 60 pontos naquele ano. Neste, acho que já chegamos a 22”, explicou Alonso.
Aqui, vale um adendo. Apesar dos 12 abandonos citados por Alonso, a verdade é que foram seis naquela temporada — a metade. Ao longo do campeonato, o espanhol não conseguiu completar as etapas de Arábia Saudita, Ímola, Itália, Singapura, México e Abu Dhabi. Nas outras 16, pontuou em 14 e só ficou fora do top-10 em duas: Austrália e Miami.
O azar da quebra em Monza, já explicada pela Aston Martin como uma consequência de danos anteriores pela brita, levou Alonso a uma análise interna. Para o espanhol, as coisas costumam ir bem quando o carro está ruim; quando o ritmo é bom, como na Itália — em que o espanhol andava até na zona de pontuação —, os problemas começam a surgir.

“É uma pena não estarmos conseguindo completar a corrida por mérito quando estamos nos pontos. Quando somos lentos e sem competitividade, normalmente as coisas funcionam tranquilamente até a bandeirada — e não marcamos pontos”, lamentou o bicampeão mundial.
Para o ano que vem, com uma revolução completa no regulamento, a chegada de novos motores e o primeiro carro da Aston Martin projetado por Adrian Newey, Alonso espera um cenário diferente. E o bicampeão mundial disse que nem conta com a sorte; torce apenas para que o azar diminua e o conjunto seja competitivo.
“Mas é o jeito que as coisas são, é a natureza do esporte”, pontuou. “Desde que tenhamos um carro bom e uma sorte normal no ano que vem… Nem pedimos boa sorte, uma sorte normal já estaria bom”, finalizou Alonso.
A F1 retorna neste fim de semana, de 19 a 21 de setembro, em Baku, palco do GP do Azerbaijão. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 17ª etapa da temporada AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP do Azerbaijão de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 05:30 | 07:30 | 09:30 | 10:30 |
| Treino livre 2 | 09:00 | 11:00 | 13:00 | 16:00 |
| Treino livre 3 | 05:30 | 07:30 | 09:30 | 10:30 |
| Classificação | 09:00 | 11:00 | 13:00 | 16:00 |
| Corrida | 08:00 | 10:00 | 12:00 | 13:00 |
*Horários de Brasília
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