Alonso compara chefes mais técnicos da F1 com “personalidades fortes” do passado
Fernando Alonso falou sobre a dinâmica de ter líderes mais técnicos nas equipes da F1 em comparação com o passado, marcado por personalidades fortes no paddock
Fernando Alonso tem, de longe, a carreira mais longeva do grid atual da Fórmula 1. Há mais de 20 anos no grid, o espanhol já somou dois títulos mundiais e passou por diversas eras do esporte, o que o credencia a fazer comparações entre as mais diversas gerações do automobilismo. Um dos aspectos que mais chama a atenção do veterano, inclusive, é o perfil atual dos chefes de equipe na F1.
Antes, figuras com fortes personalidades, como Luca di Montezemolo, Flavio Briatore, Eddie Jordan e Ron Dennis, eram figurinhas carimbadas no paddock. Hoje, porém, os líderes das equipes costumam ser pessoas mais técnicas e comerciais, como explicou Alonso.
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Andrea Stella e Laurent Mekies, chefes de McLaren e Red Bull, respectivamente, foram engenheiros antes de se tornarem líderes de equipe. Por isso, Alonso destaca esse foco maior em números e dados em comparação com o passado, quando dirigentes eram personagens mais fortes.
“É diferente, sem dúvida. Mas o esporte é diferente, e o mundo também. Hoje, tudo gira muito mais em torno do desempenho, da busca pela perfeição a cada fim de semana. O carro é operado com milhares de simulações e acertos ideais. Assim, há menos intuição nas decisões que tomamos durante o fim de semana. Tudo é guiado por dados e por esse tipo de abordagem. As equipes também mudaram: no passado, era preciso lidar com personalidades fortes, cada uma à sua maneira, como Luca di Montezemolo, Flavio [Briatore], Eddie Jordan ou Ron Dennis”, relembrou o espanhol da Aston Martin.

A equipe de Silverstone, inclusive, estará sob nova direção em 2026, com Adrian Newey, também projetista do time, assumindo o posto de chefe de equipe no lugar de Andy Cowell. Ainda assim, Alonso vê a Aston Martin com um certo equilíbrio entre diferentes tipos de personalidades.
“Talvez hoje seja mais difícil negociar contratos, porque tudo se resume a números e dados”, brincou Alonso. “Aqui na equipe, acho que somos sortudos, pois conseguimos equilibrar essas duas coisas. Temos grandes líderes técnicos, mas, ao mesmo tempo, um time comercial muito forte”, seguiu.
“Temos patrocinadores e, além disso, Lawrence Stroll, que ainda é um daqueles personagens à moda antiga, com a paixão pelas corridas correndo no sangue. Não é só sobre dados, então, sim, é uma equipe divertida para se estar neste momento”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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