Alonso lembra problema de adaptação à McLaren e minimiza situação de Hamilton
Ao falar das dificuldades enfrentadas quando trocou a Renault pela McLaren em 2007, Fernando Alonso deixou claro que problema de adaptação é algo que todo piloto de Fórmula 1 precisa lidar em algum momento da carreira
Embora Lewis Hamilton esteja atravessando um momento delicado com a Ferrari na temporada 2025 da Fórmula 1, o heptacampeão não foi o primeiro piloto a ter dificuldades para de adaptar a uma nova equipe. Fernando Alonso, por exemplo, lembrou de 2007, ano em que dividiu a garagem com o britânico na McLaren, e disse que possuía em mãos um carro extremamente complicado — embora tenha minimizado a situação e dito que isso é algo comum na categoria.
Naquela época, após conquistar dois títulos mundiais com a Renault, em 2005 e 2006, o espanhol decidiu arrumar as malas e se mudou para Woking. Porém, teve problemas para lidar com alguns aspectos diferentes entre os bólidos, já que a escuderia inglesa, por exemplo, utilizava pneus da Bridgestone e freios da Carbon, diferentemente do time francês, que trabalhava com a borracha da Michelin e equipamento da Hitco — ainda que esse último tenha sido adotado pela nova casa em meados daquele ano para ajudá-lo a se sentir mais à vontade.
Em entrevista ao jornal AS, Alonso rejeitou a sugestão de que nunca teve um carro que não se adequasse ao seu estilo de pilotagem e apontou que, em 2007, os compostos da Bridgestone calçavam os monopostos da GP2 (atual Fórmula 2), indicando que essa questão pode ter ajudado Hamilton nas primeiras etapas daquele certame. Os rivais terminaram o Mundial empatados com 109 pontos, apenas 1 tento atrás de Kimi Räikkönen, que ficou com o título pela Ferrari.
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“Com certeza, houve alguns [carros que não se adaptavam a mim], mas essa é uma desculpa que não funciona. Você tem de se adaptar, porque os carros mudam e as regras mudam”, começou o atual #14 da Aston Martin. “Os pneus eram Bridgestone, os mesmos usados na GP2 na época, então todos os pilotos que subiram da GP2 de repente tiveram um desempenho muito bom”, continuou.
“Agora se fala muito sobre o retorno dos pneus Pirelli [em 2011], mas mesmo assim havia uma maneira muito diferente de aquecê-los, e era um território completamente desconhecido”, lembrou. “Sofri por alguns anos, mas é assim que as coisas são”, concluiu Alonso.
Aos 44 anos, Fernando agora precisa lidar com o AMR25 enquanto aguarda o projeto de Adrian Newey para 2026, ano em que o novo regulamento entra em vigor. Hamilton, por sua vez, deixou a Mercedes depois de 12 anos de parceria e tem sofrido para entender a SF-25, sendo incapaz, até aqui, de chegar ao pódio com o time de Maranello em 17 etapas concluídas.
A F1 retorna neste fim de semana, de 3 a 5 de outubro, no Circuito de Marina Bay, palco do GP de Singapura. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da 18ª etapa da temporada AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP de Singapura de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 06:30 | 08:30 | 10:30 | 11:30 |
| Treino livre 2 | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
| Treino livre 3 | 06:30 | 08:30 | 10:30 | 11:30 |
| Classificação | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
| Corrida | 9:00 | 11:00 | 13:00 | 14:00 |
*Horários de Brasília
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