Ferrari admite que “perdeu o rumo” com desclassificação dupla no GP da China

Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, admitiu o óbvio: desde a dupla desclassificação no GP da China, a SF-25 perdeu o rumo e não conseguiu mais se encontrar de forma consistente

A Ferrari vive uma temporada turbulenta e aquém do esperado em 2025. Mesmo com a chegada de Lewis Hamilton, os resultados em pista têm ficado abaixo do desejado para a equipe de Maranello, que encontrou um grande obstáculo logo na segunda rodada, como explicou Frédéric Vasseur

O chefe da equipe lembrou a desclassificação dupla da Ferrari no GP da China, quando Hamilton cruzou a linha de chegada em sexto e Charles Leclerc em quinto. Na ocasião, o carro do monegasco estava abaixo do peso mínimo, enquanto o #44 apresentou um desgaste excessivo na prancha do assoalho. 

O episódio forçou a Ferrari a fazer ajustes na SF-25, o que acabou afetando a altura do carro e, consequentemente, a performance em pista. Vasseur até admitiu que o time perdeu o rumo depois da dura punição recebida em Xangai e das mudanças aplicadas para as etapas seguintes. 

“As desclassificações nos tiraram um pouco do rumo. Tivemos de adotar uma margem de segurança em relação à altura do carro. Como todos sabem, esses carros são extremamente sensíveis nesse aspecto. Cada milímetro faz diferença no grid de largada. Se não tem controle total sobre a altura do veículo, isso afeta a competitividade. E, para resolver esse problema, você acaba perdendo o foco em outras áreas — como o preparo dos pneus para a classificação, as voltas de aquecimento, e por aí vai”, explicou Vasseur ao Auto Motor und Sport

Frédéric Vasseur reconheceu as dificuldades da Ferrari desde o doído GP da China (Foto: Ferrari)

De momento, a Ferrari ainda está em segundo no Mundial de Construtores, com 260 pontos e atrás apenas da líder McLaren, que tem 559. Porém, Vasseur admite que os problemas excessivos no começo da temporada, incluindo questões de “qualidade”, tiraram a escuderia dos trilhos. 

“Nos últimos três ou quatro finais de semana, conseguimos reduzir a diferença para 0s2. Tivemos muitos problemas de dirigibilidade nas pistas no começo da temporada. Houve problemas de qualidade, depois as desclassificações. Perdemos um pouco o rumo nesse processo”, seguiu o dirigente francês. 

“Tudo depende dos detalhes, e a classificação em Budapeste foi um bom exemplo. Se você foca nas coisas erradas, perde terreno imediatamente. Se Charles tivesse sido 0s2 mais lento, teria largado em sexto lugar ao invés da pole. É muito difícil saber o que realmente importa em cada momento para ser rápido”, concluiu Vasseur.

Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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