Ferrari anuncia doação para Ucrânia e suspende produção de veículos para Rússia

Marca italiana divulgou nesta terça-feira (8) que irá doar um milhão de euros em suporte aos ucranianos necessitados. Ferrari também irá suspender produção de carros para o mercado russo

COMO CONFLITO ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA AFETA A FÓRMULA 1 E OUTROS ESPORTES A MOTOR

A Ferrari irá doar uma quantia de um milhão de euros (cerca de R$5,54 milhões de reais) em suporte aos ucranianos necessitados devido ao conflito no leste europeu. De acordo com um comunicado da marca italiana, divulgado nesta terça-feira (8), os fundos serão destinados à região da Emília-Romanha que, em parceria com a Cruz Vermelha e o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), irá financiar projetos internacionais humanitários em suporte à Ucrânia.

A fabricante anunciou, também, que irá apoiar iniciativas locais, focadas na recepção de refugiados ucranianos na Itália. Além disso, a Ferrari determinou a suspensão da produção de veículos para o mercado russo até segunda ordem. A empresa de Maranello afirmou “continuar monitorando de perto a situação em conformidade com todas as regras, regulamentos e sanções”.

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Benedetto Vigna assumiu o cargo de CEO da Ferrari em setembro passado (Foto: Ferrari)

“A Ferrari se posiciona junto da população ucraniana afetada nesta crise humanitária”, declarou Benedetto Vigna, CEO da marca italiana. “Enquanto esperamos um rápido retorno ao diálogo e uma solução pacífica, não podemos permanecer indiferentes diante do sofrimento de todos afetados. Nossos pensamentos e nossa solidariedade vão para eles. Estamos prontos para desempenhar nosso pequeno papel ao lado dessas instituições que trazem alívio imediato a essa situação”, afirmou Vigna.

Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia:

O leste da Europa vive um momento de muita tensão. Desde o dia 24 de fevereiro, tropas da Rússia invadem o território da Ucrânia, avançando em direção à capital Kiev. A invasão em larga escala ao território ucraniano acontece por terra, mar e ar e, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), já há centenas de vítimas civis em diversas cidades. Mais de 800 mil ucranianos já deixaram o país fugindo da guerra.

Três dias antes do ataque russo, o presidente russo Vladimir Putin reconheceu, em decreto, a independência das províncias separatistas ucranianas de Donetsk e Luhansk. O movimento gerou sanções da União Europeia e dos Estados Unidos ao governo e a empresas russas, aumentando também o medo de um confronto na região.

A tensão escalou de vez no leste europeu no próprio dia 24, quando a Rússia atacou a Ucrânia em um movimento classificado por Kiev como uma “invasão total”. Às 5h45 (23h45 de quarta-feira, no horário de Brasília), Putin anunciou em um pronunciamento uma “operação militar especial” para “proteger a população do Donbass”, uma área de maioria étnica russa no leste ucraniano, onde estão Donetsk e Luhansk.

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O comando militar russo alegou que “armas de precisão estão degradando a infraestrutura militar, bases aéreas e aviação das Forças Armadas da Ucrânia”. Putin afirmou que a Rússia não planejava uma ocupação da Ucrânia, mas ameaçou com uma resposta “imediata” qualquer um que tentasse interromper a operação. O mandatário russo recomendou que os soldados ucranianos se rendam e voltem para casa. “Do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue”, avisou.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky decretou lei marcial em todo o país, instaurando regime de guerra e convocando grande parte dos reservistas das forças armadas – inclusive impedindo que homens entre 18 e 60 anos de idade saiam do país nos próximos 30 dias.

Segundo o Acnur (Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados), mais de 800 mil pessoas já deixaram a Ucrânia. Somado a isso, cerca de 1 milhão de pessoas fugiram de suas casas, mas continuam no país.

A crise militar é uma das maiores desde a Segunda Guerra Mundial e a mais grave da Europa envolvendo uma potência nuclear.

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