Ferrari e Mercedes defendem FIA em polêmica do fluxômetro: “É um sistema feito para ser honesto”

Stefano Domenicali, da Ferrari, e Toto Wolff, da Mercedes, falaram sobre a polêmica do fluxômetro na Red Bull e garantiram que confiam no trabalho e na honestidade da FIA, entidade que comanda a F1

A grande polêmica pós-início de temporada da F1 é o funcionamento do fluxômetro. O aparelho instalado junto ao combustível utilizado pelos pilotos ganhou destaque após apontar uma fraude no regulamento cometida pela Red Bull de Daniel Ricciardo.

Os sensores, acusados pela Red Bull de pertencerem a uma “tecnologia imatura”, ainda geram dúvidas entre as equipes. De todo modo, diferente da reação de Christian Horner e sua equipe, Mercedes e Ferrai demonstraram apoio à FIA e confiança no desenvolvimento do sistema.

Stefano Domenicali, chefe de equipe da Ferrari, garantiu que não duvida da honestidade do sistema instalado pela entidade máxima do automobilismo. Além disso, afirmou que as equipes não vão enfrentar problemas com esta tecnologia.

“Nós precisamos confiar, é um sistema da FIA e ele é feito para ser honesto. Temos certeza de que a FIA vai fazer um bom trabalho com isto e de que não teremos problemas”, disse.

Stefano Domenicali disse que as equipes precisam confiar na honestidade da FIA (Foto: Getty Images)

Toto Wolff, da Mercedes, explicou que a FIA mantém conversas com as escuderias relatando as falhas e descumprimentos de leis. Para o austríaco, o procedimento de controle e checagem deve ser feito em parceria entre as equipes e a federação.

“Claro que a FIA está controlando o fluxo do combustível e se comunicando com as equipes, tudo é uma questão de entendimento entre os times e a federação”, falou.

Wolff disse que a nova tecnologia ainda passa por um período de adaptação, e que é necessário que haja confiança entre ambas as partes envolvidas no processo de checagem do fluxo de combustível.

 “O fluxômetro é um sistema da FIA e precisa ser integrado aos carros. É um processo de aprendizagem em que os times confiam na federação e vice-versa", concluiu. 

Apesar da justificativa da equipe austríaca, dizendo que o aparelho não funcionou como deveria, Ricciardo foi desqualificado e perdeu o segundo lugar no GP da Austrália por ter consistentemente excedido o limite de 100kg/h do fluxo de combustível.

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