Ferrari muda estrutura técnica e manda Simone Resta para ‘filial’ Haas em 2021

Na esteira do acerto que culminou com a contratação de Mick Schumacher, a Haas dá um novo passo como uma filial da Ferrari e, a partir de 2021, vai contar com os trabalhos de Simone Resta no departamento técnico. Enrico Cardile vai assumir o lugar do engenheiro e fica fortalecido na nova organização promovida por Mattia Binotto

A Ferrari deu mais um passo no seu processo de reestruturação técnica e também na sua parceria de longa duração com a Haas. A partir de 2021, a equipe norte-americana, que tem seus laços com a escuderia de Maranello desde seu nascimento na Fórmula 1, em 2016, vai contar com Simone Resta no seu departamento técnico. O engenheiro, que voltou à Ferrari no ano passado depois de ter desempenhado a função de diretor-técnico da Sauber e exercia o cargo de responsável pelo departamento de engenharia de chassi, vai ser substituído por Enrico Cardile.

Cardile, aliás, foi nomeado chefe do novo departamento de desenvolvimento de chassi no meio do ano, em processo que culminou com o retorno do sul-africano Rory Byrne como peça-chave do organograma técnico da Ferrari, vai ter a missão de coordenar os recursos técnicos e humanos diretamente ligados ao desenvolvimento do desempenho e do design do carro.

Na esteira de mais mudanças internas, a Ferrari aproveita uma importante regra para 2021 para alocar um dos seus principais profissionais nos últimos anos em uma equipe que desponta, cada vez mais, para ser a principal filial da escuderia na Fórmula 1. Com a adoção do teto orçamentário a partir do ano que vem e a limitação de gastos em US$ 145 milhões por temporada (R$ 750 milhões), as equipes grandes precisam procurar formas de encaixar seus funcionários, como no caso de Resta, encaixando-os nas equipes parceiras, como a Haas.

Simone Resta vai trabalhar na Haas em 2021 (Foto: Scuderia Ferrari)

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A escuderia de Maranello também visa aproveitar a ligação bem-sucedida entre Mercedes e Racing Point como parâmetro para trabalhar de maneira ainda mais estreita com as suas parceiras. Na Haas, a Ferrari encaixa não somente um dos seus principais engenheiros para 2021, mas também Mick Schumacher, que vai fazer sua estreia na Fórmula 1 com a equipe norte-americana.

Mattia Binotto, chefe da Ferrari, explicou os motivos que levaram a escuderia a mais uma fase no seu processo de reestruturação.

“A estrutura da Scuderia Ferrari evolui rapidamente, mantendo-se à frente. A partir de 2021, com a introdução dos novos regulamentos, todos nós vamos enfrentar novos desafios que devemos enfrentar com pragmatismo e mentalidade aberta, que de fato é o que começamos a fazer com as mudanças organizacionais anunciadas há alguns meses”, declarou o dirigente ítalo-suíço.

“É por isso que acreditamos que nosso relacionamento de longo prazo com a Haas, que remonta ao seu começo na Fórmula 1, deve ser a base para que as duas partes se beneficiem de qualquer sinergia possível, consistente com o que está definido nas regras da FIA”, explicou.

“Com essa ideia em mente, temos o prazer de anunciar que o conceituado Simone Resta vai se transferir para fortalecer o departamento técnico da equipe americana a partir do começo do ano que vem”, comentou.

Binotto agradeceu a Simone Resta pelos trabalhos desempenhados em Maranello e ressaltou a função central que o engenheiro vai ter com a Haas no ano que vem.

“Esta é mais uma etapa no processo de evolução contínua do departamento técnico da equipe.  Simone, a quem agradecemos por seus esforços até o momento, terá um papel importante dentro de uma equipe que reafirmou seu compromisso de longa data com a Fórmula 1”, disse.

“Ela [a Haas] acaba de fortalecer uma relação já muito próxima com a Scuderia ao promover o piloto da Academia da Ferrari, Mick Schumacher. Enrico Cardile terá agora a tarefa de coordenar os recursos técnicos e humanos diretamente ligados ao desenvolvimento do desempenho e ao design do carro”, concluiu.

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