Ferrari nega preocupação e diz que regra da FIA sobre asas flexíveis “não é problema”
De acordo com Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, a nova diretiva-técnica da FIA só seria um problema caso as mudanças tivessem de acontecer já nas primeiras corridas da temporada 2025 da Fórmula 1
Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur descartou qualquer possibilidade de a equipe de Maranello ser prejudicada por causa da nova diretiva-técnica aplicada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no início deste ano, referente à flexibilidade das asas dos carros. De acordo com o dirigente, os times terão tempo o suficiente para se planejarem para a mudança.
Depois de encarar certa polêmica em relação ao assunto durante boa parte da temporada 2024, principalmente após reclamações direcionadas à McLaren e Mercedes, a entidade presidida por Mohammed Ben Sulayem chegou a rejeitar a adoção de novos testes para avaliar a legalidade do item. No entanto, a federação voltou atrás no início de 2025 e determinou que todos do grid terão de se adaptar ao novo limite para as asas dianteiras a partir do GP da Espanha, nona etapa do campeonato.
Assim como a escuderia comandada por Andrea Stella, atual campeã do Mundial de Construtores, a Ferrari também negou qualquer preocupação com a nova determinação da FIA. Para Vasseur, a questão só seria realmente um problema caso as mudanças necessárias tivessem de acontecer já nas primeiras corridas do certame, mas não é esse o caso.
“Para mim, não é um problema. Acho que é bom ter clareza. O mais importante é saber que temos de mudar alguma coisa”, disse o mandatário logo após o shakedown de Charles Leclerc e Lewis Hamilton com a SF-25 em Fiorano, realizado na última quarta-feira (19). “Em Barcelona, por exemplo, podemos discutir melhor, porque é a semana depois de Mônaco, e temos de ir para Mônaco com um pacote completo”, continuou.

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“No fim das contas, isso é bom para nós. É bom para o desenvolvimento e planejamento saber quando precisamos mudar algo”, afirmou. Na sequência, o chefe da Ferrari esclareceu a situação e deixou claro que nenhuma equipe do grid tem qualquer motivo para se queixar da decisão tomada.
“O pior cenário seria começar a temporada como estamos hoje e então, depois de duas corridas, ter de obedecer a uma diretiva-técnica que nos obrigasse a mudar alguma coisa, porque seria muito mais difícil de administrar e, nesse caso, teria sido um desastre. Mas honestamente, todos nós conhecemos a situação. Já sabíamos que teríamos de fazer uma atualização na asa dianteira durante a temporada e, por isso, sabemos que teremos de fazer isso até Barcelona”, concluiu.
A Fórmula 1 se aproxima da volta às pistas. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.
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