Ferrari pede cautela após vitória em Spa, mas prega discurso de ordem: manter Mercedes sob pressão

Maurizio Arrivabene parabenizou seus comandados pela grande vitória no GP da Bélgica no último fim de semana, mas também lembrou que a Ferrari ainda está atrás da Mercedes nos dois campeonatos em jogo na F1. A missão, daqui em diante, é ultrapassar a rival

Após uma vitória acachapante como a obtida por Sebastian Vettel no último GP da Bélgica, seria natural que a empolgação tomasse conta do ambiente da sempre calorosa Ferrari. Mas Maurizio Arrivabene, comandante da escuderia de Maranello, tratou de conter os ânimos e lembrou que o time vermelho ainda está atrás da Mercedes nos dois campeonatos. Vettel está 17 pontos atrás de Lewis Hamilton no Mundial de Pilotos, enquanto a Ferrari é superada em 15 pela rival prateada. 
 
No entanto, na esteira do GP da Itália deste fim de semana, o discurso de ordem dentro da Ferrari é um só: manter a Mercedes sob pressão.
 
Em entrevista ao jornal ‘La Gazzetta dello Sport’ durante evento promovido em Milão na última quarta-feira (29), Arrivabene destacou a importância de uma conquista tão contundente como a vitória em Spa, mas lembrou que ainda é preciso trabalhar muito para superar a Mercedes. E que uma conquista neste fim de semana em Monza seria um belo presente aos tifosi, a torcida fanática da Ferrari. 
Maurizio Arrivabene evita o clima de euforia depois da vitória da Ferrari na Bélgica (Foto: Ferrari)

“Me deram os parabéns pela vitória na Bélgica. Foi boa para todos, especialmente para os nossos caras, que trabalham duro e estão no rumo certo, mas lembro a todos eles que não estamos à frente. Ainda estamos em plena perseguição. Seria bom a dar a todo esse povo o troféu da Itália”, comentou.

 
“Ainda estamos atrás na classificação. Vencer uma corrida não significa ter conquistado o título, e esse é nosso objetivo final. Devemos ser conscientes de que temos de pressionar a marca do safety-car [Mercedes]. Não estamos acostumados a lutar pelo título, passamos os últimos anos levando tombos e não conseguimos nosso objetivo”, recordou.
 
“O importante é se concentrar, seguir corrida após corrida e trabalhar de uma forma mais específica a cada circuito, pensando em um de cada vez do que em longo prazo. Para nós, seria um sonho e um presente dar a vitória à Itália. Sempre tivemos responsabilidade com os tifosi. Neste ano, há mais pressão porque vencemos a corrida anterior, mas estamos acostumados”, salientou.
 
Por outro lado, Arrivabene lembrou a condição de protagonista exercida pela Mercedes nos últimos anos e destacou que a pressão imposta pela Ferrari nesta altura da temporada é algo diferente do que a rival prateada viveu em tempos recentes.
 
“Eles não estão habituados a isso. Nos últimos anos, levamos cruzados de direita e esquerda, mas sempre nos levantamos. Estamos acostumados a isso. Eles, não. Então, o discurso passado para os caras é o seguinte: vamos mantê-los sob pressão. Cedo ou tarde, quando nós alcançá-los, seremos os caras agressivos que levaram os socos e sabem o quanto isso é ruim. Agora é a hora de dar isso a eles”, concluiu.
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