Ferrari segue McLaren e se vê “pronta para assinar” novo Pacto da Concórdia

Assim como fez Zak Brown nesta sexta-feira, Mattia Binotto confirmou que a Ferrari está muito perto de assinar o documento que rege as relações comerciais e a distribuição de receita entre a Fórmula 1, a FIA e as dez equipes do grid. “Estamos felizes porque sabemos que a Fórmula 1 não alterou a importância do papel da Ferrari na categoria”, disse o dirigente ítalo-suíço

A mais longeva e tradicional equipe do Mundial de Fórmula 1 se diz pronta para assinar o novo Pacto da Concórdia. Trata-se de um documento fundamental para que a categoria possa ser realizada porque regula as relações comerciais e a distribuição de receita entre a F1, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e as dez equipes do grid. O atual acordo vence ao fim desta temporada, mas a Ferrari seguiu a McLaren e, por meio do chefe de equipe Mattia Binotto, afirmou nesta sexta-feira (17), na Hungria, que está perto de assinar o novo documento.

Sem a assinatura e a adesão ao acordo, nenhuma equipe pode participar do Mundial de Fórmula 1. Ao afirmar que a Ferrari está preparada para confirmar o acerto com o Liberty Media, Mattia Binotto deixa claro que não há a menor possibilidade de a escuderia de Maranello deixar o grid.

“O Pacto da Concórdia e onde nós estamos hoje é o resultado de longas discussões. No que diz respeito à Ferrari, estamos prontos para assinar. Gostaríamos de assinar, e acho que em breve”, garantiu o engenheiro ítalo-suíço.

Mattia Binotto
Mattia Binotto assegurou que a Ferrari está bem perto de assinar o novo Pacto da Concórdia (Foto: Ferrari)

“Isso é importante para o futuro, para ter uma maior clareza. Pelo menos, todos nós vamos saber onde estamos, e creio que isso seja importante para as equipes pequenas porque isso, digamos assim, faz parte do pacote”, salientou.

A Ferrari ostenta alguns privilégios no atual Pacto da Concórdia. Além do poder de veto em relação a possíveis mudanças nas regras, a equipe recebe um bônus por ser a equipe mais longeva na categoria, cerca de US$ 100 milhões (ou R$ 535 milhões) por temporada.

Nas entrelinhas, Binotto sinaliza que a Ferrari tende a manter tais privilégios. “Portanto, olhar para o futuro com clareza é importante, então estamos prontos para assinar. Acho que também estamos felizes porque sabemos que a Fórmula 1 não alterou a importância do papel da Ferrari na categoria, o que, para nós, foi fundamental, então estamos satisfeitos com isso”.

Binotto segue o discurso adotado nesta manhã de sexta-feira na Hungria por Zak Brown, CEO da McLaren, que assegurou que a escuderia britânica vai seguir na Fórmula 1, restando somente a assinatura do novo acordo comercial.

“O novo Pacto da Concórdia complementa os regulamentos financeiros, técnicos e desportivos e garante uma base sólida para a sustentabilidade, o crescimento e o sucesso da Fórmula 1 e de todas as partes interessadas”, explicou o dirigente norte-americano.

“O Liberty Media, a F1 e a FIA, juntamente com as equipes, trabalham de forma incessante para proteger o esporte ao longo da crise do Covid-19, no nosso retorno às competições e em longo prazo. A McLaren Racing está completamente comprometida com a Fórmula 1, e estamos prontos para assinar este novo contrato em breve”, concluiu o executivo.

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