FIA diz que diretiva técnica na Bélgica serviu para coibir “malandragem” das equipes

Diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis vê resultados com diretiva técnica e crê que a entidade conseguiu ter maior controle sobre as "malandragens" das equipes em cima do novo regulamento

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Uma das polêmicas da Fórmula 1 2022 era em relação ao assoalho flexível, uma tentativa de lidar com os quiques do carro — problema decorrente do novo regulamento. Para tentar controlar essa ‘trapaça’ e a disparidade entre as equipes, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) impôs uma nova diretiva técnica a partir do GP da Bélgica para impedir que os times contornassem as regras.

“As equipes claramente sempre tendem a trabalhar no limite dos regulamentos, e não achamos que alguém estivesse trapaceando naquela época”, disse Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA. “Mas a forma como o regulamento foi escrito permitia um pouco de malandragem, digamos, não-intencional. É por isso que esclarecemos os regulamentos por meio de uma diretiva técnica e fizemos algumas alterações nos regulamentos”, seguiu.

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FIA impôs nova diretiva técnica na Bélgica (Foto: AFP)

“Existem duas áreas dos regulamentos em que podemos agir unilateralmente, sem a aprovação da Comissão de F1. Uma tem a ver com rigidez, Artigo 3.15, e a outra tem a ver com segurança. Isso nos deu a capacidade necessária para atuar nessa frente”, acrescentou.

Outra imposição nesta nova diretiva técnica foi uma métrica para os saltos dos carros. A chamada Métrica de Oscilação Aerodinâmica (AOM, da sigla em inglês) pode obrigar uma equipe a ter de subir a altura do carro caso seja comprovado que o excesso de quiques será prejudicial aos pilotos — e sob o risco de ser excluída do GP se não cumprir a determinação.

Tombazis também reconheceu as dificuldades para lidar com as equipes, já que há sempre um jogo de interesses. “Normalmente é uma situação difícil, porque na Fórmula 1 acham que tudo acontece para beneficiar alguém mais do que outro sedo que, no final das contas, alguém tem de vencer e alguém não”, colocou.

“Portanto, com exceção de algumas coisas como segurança em que, de um modo geral, a maioria das pessoas tende a concordar, há uma enorme dificuldade em fazer com que as pessoas concordem em qualquer outra coisa. E eu sei disso, porque já estive do outro lado da cerca. Mas tentamos ser o mais imparciais possível e definitivamente não procuramos beneficiar um mais do que o outro ou algo assim. Inevitavelmente, a psicologia de estar em uma competição é tal que faz você pensar sempre que alguém está atrás de você”, encerrou.

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