Briatore diz que motor Mercedes era “única condição” para entrar na Alpine: “Sem plano B”

Chefe da Alpine na Fórmula 1, Flavio Briatore disse que colaboração com Mercedes nos motores tem sido "surpreendente"

A temporada de 2026 mal começou, e Flavio Briatore já mostrou que as esperanças da Alpine estão nos motores da Mercedes. Depois do lançamento do A526, na última quinta-feira (22), o conselheiro e chefe interino da equipe francesa declarou que a condição para que se juntasse à Alpine foi a entrada do motor da montadora alemã. Até 2025, o motor da equipe era produzido pela Renault.

A mudança veio depois de uma temporada de poucas disputas. No último campeonato, a Alpine foi a décima — e última — colocada no Mundial de Construtores, com 22 pontos somados, todos por Pierre Gasly. Jack Doohan, que participou apenas de seis corridas, e Franco Colapinto, que pilotou o restante do campeonato, não pontuaram.

“No momento em que Luca de Meo (CEO do grupo Renault) me falou para entrar na equipe, só existia uma condição para mim: ter um motor da Mercedes. Não havia plano B, era um único plano”, declarou Briatore.

“Queria um motor completo da Mercedes. Era o único jeito de voltar, porque, nesse momento, você precisa estar com as melhores pessoas. Começamos a trabalhar com as pessoas da Mercedes e foi promissor. É surpreendente a forma como elas estão colaborando conosco, é uma super relação. E é o que procurávamos. Quero ter discussões com os melhores, não com o segundo melhor, isso não me interessa”, prosseguiu.

Flavio Briatore e Toto Wolff (Foto: Reprodução)

Na temporada passada, a equipe optou por parar o desenvolvimento previamente e focar no carro de 2026, com o novo regulamento. Briatore explicou que não fazia sentido insistir nas tentativas com o carro anterior, especialmente porque o motor continuaria sendo o mesmo até o final do ano.

“Se tivéssemos continuado com o desenvolvimento do carro de 2025, talvez não teríamos terminado na décima colocação e sim na nona. Em todas as corridas, eu perguntava [qual seria o déficit]. Nessa corrida? 0,4s. Nessa corrida? 0,35s. Nessa corrida? 0,5s. No ano passado, tínhamos 14 carros no intervalo de 0,3s. Então, ao invés de desenvolver o carro de 2025, já que o motor seria o mesmo de qualquer maneira, só esquecemos isso. Paramos o desenvolvimento do carro de 2025 e focamos no de 2026”, acrescentou.

“Pelo menos, quando eu chegar às corridas, não perguntarei mais quantos décimos temos de desvantagem. Ninguém mais fala de motor. Ninguém mais fala de caixa de câmbio. Pelo menos temos dois problemas a menos, com os quais não precisamos mais nos importar”, finalizou Briatore.

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