Ford confirma volta à Fórmula 1 na temporada 2026 após ausência de mais de 20 anos

A Ford anunciou nesta sexta-feira que vai retornar a Fórmula 1 em 2026. A tendência é de que a marca americana forneça motores numa parceria — ainda não confirmada — com a Red Bull

A Ford confirmou, na manhã desta sexta-feira (3), que está voltando para a Fórmula 1 em 2026. Aproveitando a nova era de unidades de potência, com novos custos e mais sustentáveis que a categoria prepara para daqui três temporadas, a gigante montadora americana anunciou que vai mesmo retornar ao grid.

Fora da F1 desde 2004, a Ford voltou a se interessar devido ao crescimento da principal categoria de automobilismo do mundo nos Estados Unidos. Não há ânsia, entretanto, de ter uma equipe própria — a última vez que a fabricante esteve envolvida foi com a Jordan, com os motores Cosworth, que era batizado com o nome da fabricante.

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Ford deixou a Fórmula 1 em 2004 (Foto: Newscast)

Presidente-executivo da Ford, Bill Ford falou em início de um “novo capítulo emocionante” para a gigante dos Estados Unidos e destacou que a companhia fundada pelo bisavô tem uma história de inovação.

“Este é o início de um novo capítulo emocionante na história do automobilismo para a Ford, que começou quando meu bisavô venceu uma corrida que ajudou a lançar nossa empresa”, disse Ford. “A Ford está voltando ao auge do esporte, trazendo a longa tradição da Ford de inovação, sustentabilidade e eletrificação para um dos palcos mais vistos do mundo”, completou.

A tendência é que a Ford volte pelas mãos, justamente, da sucessora da Jaguar na F1. É que a Red Bull já deu mostras fortes de que a parceria com a Honda vai acabar em 2025 e a emissora britânica BBC antecipou, ainda mais cedo, que o anúncio deve acontecer ainda nesta sexta-feira, quando os austríacos vão revelar seu novo bólido diretamente de Nova York.

Em 2026, a F1 passará por mais uma grande mudança, com a chegada dos motores com tecnologia sustentável. As unidades de potência serão mais eficientes do que são hoje, como aumento da energia elétrica.

Stefano Domenicali, diretor-executivo da Fórmula 1, celebrou a chegada da marca ao campeonato e destacou que o compromisso do esporte com o meio ambiente foi um dos motivos que levaram a Ford a tomar a decisão de voltar ao campeonato.

“A notícia de que a Ford está chegando à Fórmula 1 a partir de 2026 é ótima para o esporte e estamos empolgados em vê-los se juntar aos incríveis parceiros que já estão na Fórmula 1”, comemorou Domenicali. “A Ford é uma marca global com uma herança incrível no mundo automotivo e automobilístico, e eles veem o enorme valor que nossa categoria oferece a mais de meio bilhão de fãs em todo o mundo”, frisou.

“Nosso compromisso é de carbono zero até 2030 e introduzir combustíveis sustentáveis nos carros de F1 a partir de 2026. Isso também é uma razão importante para a decisão deles em entrar na F1”, defendeu. “Acreditamos que nosso esporte oferece a oportunidade e o alcance como nenhum outro e mal podemos esperar para que o logotipo da Ford corra pelos circuitos icônicos da F1 a partir de 2026”, comentou.

O trem de força elétrico terá quase tanta potência quanto o motor de combustão interna, que chega a 400 kW. Os motores turbo de 1,6 L serão alimentados por combustível sintético sustentável que é neutro em CO₂, de acordo com os padrões estabelecidos pela União Europeia.

Apesar do tempo considerável afastada da F1, a Ford soma, em sua história, 13 títulos do Mundial de Pilotos e outros dez do Mundial de Construtores. Recentemente, Mark Rushbrook, diretor de performance da Ford, havia dito que o crescimento da Fórmula 1 atrai a montadora americana e “definitivamente requer consideração”.

Presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem seguiu o coro de celebração pela entrada da Ford e destacou o acerto com o regulamento de motores de 2026.

“Existem algumas fábricas com uma célebre história na Fórmula 1 como a Ford, então vê-los de volta ao Mundial de Fórmula 1 é uma notícia excelente”, falou Ben Sulayem. “Isso ressalta ainda mais o sucesso do regulamento de motores de 2026, que tem o coração no comprometimento tanto na sustentabilidade quanto no espetáculo, e, claro, ter mais interesse nos Estados Unidos é importante para seguir crescendo na principal categoria do mundo”, encerrou.

Atualmente, a Ford já possui uma parceria com os taurinos no Mundial de Rali.

A Red Bull, por sua vez, tem uma parceria com a Honda até o final de 2025, mas já deixou claro que estaria aberta a fechar com outras marcas, seja para assistência técnica ou apenas marketing.

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