Ford se vê no caminho certo na F1 e reconhece que precisa “desesperadamente” da Red Bull

A Ford não escondeu a empolgação pela parceria com a Red Bull na Fórmula 1 e entende que há muito o que fazer, mas se disse pronta para ajudar os austríacos na luta por vitórias e campeonatos

A última vez que a Ford esteve na Fórmula 1 foi no início dos anos 2000, fornecendo brevemente motores para a Jordan e sendo proprietária da Jaguar antes de o time ser vendido, em 2004, para a Red Bull. Coincidentemente, a fabricante americana decidiu retornar à categoria por meio de uma parceria firmada com a empresa de bebidas energéticas, com foco na nova era de unidades de potência. E o caminho desta vez parece certo, nas palavras do CEO da marca, Jim Farley.

Em um discurso feito durante o evento de lançamento da temporada 2024 da divisão de automobilismo da Ford, o executivo comentou sobre as expectativas para a presença da fabricante na F1 e quais frutos pretende colher do trabalho conjunto com os taurinos. “Tive a oportunidade de passar muito tempo com a equipe em Milton Keynes e com Adrian Newey”, começou Farley.  

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“Mesmo que [2026] pareça muito distante, temos muito trabalho a fazer no trem de força, mas estou muito feliz com o progresso. Eu gostaria de poder contar mais, mas diria que estamos no caminho certo”, acrescentou.

Depois da decisão da Honda em deixar a Fórmula 1 após a temporada 2021, a Red Bull optou por embarcar em uma aventura ousada: construir o seu próprio motor. Em janeiro de 2023, no entanto, a equipe austríaca anunciou a parceria com a Ford, que se comprometeu em ajudar o time de Christian Horner no projeto do Red Bull Powertrains, nome pelo qual ficou conhecido o trem de força da campeã das duas últimas temporadas. Farley, por sua vez, garantiu que a empresa norte-americana tem as melhores ferramentas para ajudar a esquadra austríaca a se manter no topo.

A Ford aproveitou o lançamento da Red Bull em 2023 para anunciar o retorno à F1 (Foto: AFP)

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“Temos os melhores pilotos, temos o melhor suporte técnico. Temos o melhor da Ford e de todo o mundo para apoiá-los. Mas a equipe de trem de força que está construindo em Milton Keynes é absolutamente de primeira linha. Vamos de primeira classe para o topo do pódio”, continuou o empresário em seu discurso.

A Ford não quer apenas ajudar a Red Bull a vencer na Fórmula 1, mas também espera que a transferência de tecnologia entre as partes lhe favoreça no mercado automobilístico. “A melhor aerodinâmica do mundo está na Fórmula 1, a melhor telemetria, os melhores diagnósticos digitais. E, na verdade, precisamos de todas essas coisas para carros elétricos”, destacou Farley.

“Não se trata de possuir nossa equipe. Estamos indo para lá para literalmente transferir tecnologia. Podemos oferecer a tecnologia de baterias para eles, porque em 2026, eles passarão a ser 50% elétricos e precisarão de baterias de alta descarga. E, por outro lado, podemos obter telemetria, diagnóstico digital e aerodinâmica, que podemos colocar em nossa produção de carros elétricos para diminuir o tamanho da bateria.”

“É muita pesquisa e desenvolvimento”, acrescentou. “E eles são os melhores do mundo em muitas dessas tecnologias e precisamos deles desesperadamente à medida que o negócio automobilístico muda. Então, estamos literalmente voltando para onde estávamos há tantos anos: transferência de tecnologia.”

A Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein. O campeonato tem início no dia 2 de março, também em Sakhir.

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